tribunal do júri - 02/10/2026 08:10 (atualizado em 02/10/2026 09:16)

Três réus vão a júri por ataque motivado por vingança que deixou um morto em Anchieta

Segundo o MPSC, crime foi planejado contra homem condenado pelo feminicídio de uma jovem em 2019; ataque deixou o padrasto dele morto e outras duas pessoas feridas
Recomendar correção
Obrigado pela colaboração!
ARTE WH COMUNICAÇÕES

Três homens serão julgados pelo Tribunal do Júri na próxima terça-feira (6), em Anchieta, no Extremo-Oeste de Santa Catarina, por envolvimento em um ataque a tiros que terminou com um homem morto e outras duas pessoas feridas em maio de 2024.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o crime teria sido planejado como vingança pela morte de uma jovem de 22 anos, assassinada em 2019.

O julgamento está marcado para começar às 8h, no plenário da Câmara de Vereadores de Anchieta.

Pai teria contratado homem para executar ataque

Conforme a denúncia do MPSC, o pai da jovem assassinada em 2019 teria articulado o plano e contratado um homem para executar o ataque.

Na noite de 13 de maio de 2024, os dois teriam entrado armados na residência onde o alvo estava visitando a mãe e o padrasto.

Segundo a acusação, foram efetuados disparos contra as três pessoas que estavam no imóvel. O padrasto morreu no local, enquanto o homem que seria o principal alvo ficou ferido. A mãe também sobreviveu.

O irmão da jovem morta em 2019 também foi denunciado. De acordo com o Ministério Público, ele teria instigado o pai e prestado apoio ao plano.

Padrasto foi morto enquanto jantava

As investigações apontam que o padrasto do alvo estava sentado no sofá, jantando, quando foi surpreendido pelos invasores. Ele foi atingido por um disparo na cabeça e morreu no local.

Ainda conforme a acusação, a mãe reagiu utilizando uma faca e chegou a ferir um dos agressores enquanto tentava proteger a si mesma e o filho.

Mesmo baleado, o homem que seria o alvo do ataque sobreviveu.

Alvo cumpria pena por feminicídio

O caso tem relação, segundo a acusação, com um crime ocorrido cinco anos antes.

Em 2019, o homem que teria sido alvo do ataque matou a jovem de 22 anos com dez golpes de faca. Ele foi posteriormente condenado a 18 anos de prisão por homicídio qualificado pelo feminicídio.

Na época do ataque de 2024, ele já cumpria a pena e estava em saída temporária, visitando a mãe e o padrasto em Anchieta.

Atualmente, ele segue preso em uma penitenciária no estado de São Paulo e deverá participar do julgamento, na condição de vítima sobrevivente, por videoconferência.

Acusações serão analisadas individualmente

Os dois homens apontados como responsáveis por entrar na residência e efetuar os disparos serão julgados por um homicídio consumado e duas tentativas de homicídio, com a qualificadora de recurso que teria dificultado a defesa das vítimas.

O homem que, segundo a denúncia, foi contratado para executar o crime também responderá pela qualificadora de promessa de pagamento.

Já o irmão da jovem assassinada em 2019 será julgado pela acusação de participação na tentativa de homicídio premeditada contra o homem condenado pela morte da irmã.

Segundo o MPSC, o réu apontado como contratado para cometer o ataque está preso preventivamente. Pai e filho aguardam o julgamento em liberdade.

Durante o Tribunal do Júri, a conduta atribuída a cada acusado será analisada individualmente pelo Conselho de Sentença. O julgamento terá depoimentos de testemunhas, interrogatório dos réus e manifestações da acusação e das defesas.

Fonte: MPSC
Publicidade
Publicidade
Cadastro WH3
Clique aqui para se cadastrar
Entre em contato com a WH3
600

Rua 31 de Março, 297

Bairro São Gotardo

São Miguel do Oeste - SC

89900-000

(49) 3621 0103

Carregando...