mercado Agropecuário - 02/10/2026 15:30 (atualizado em 02/10/2026 16:46)

Produção de ovos cresce em Santa Catarina e fortalece atividade no agro

Estado responde por 3% da produção nacional e movimenta R$ 1,8 bilhão, colocando a atividade na 11ª posição do agro catarinense
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Santa Catarina alcançou, em 2025, o maior volume de produção de ovos da série histórica iniciada em 2012. Foram 121 milhões de dúzias destinadas ao consumo, resultado que colocou o estado na 10ª posição entre os produtores brasileiros e respondeu por 3% da produção nacional, segundo o IBGE.

O estado conta com pouco mais de 5 milhões de galinhas poedeiras e registrou crescimento de 1% na produção no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme dados do IBGE. A Cidasc contabiliza cerca de 200 produtores comerciais, reforçando a relevância da atividade para a economia e o agronegócio catarinense. 

Segundo o analista de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri/Cepa, Alexandre Luís Giehl, a avicultura de postura movimentou R$1,8 bilhão em Valor da Produção Agropecuária (VPA) em 2025. Os dados obtidos do Observatório Agro Catarinense evidenciam que este valor representa 2,4% do VPA estadual e coloca a produção de ovos na 11ª posição entre as atividades mais relevantes do agronegócio catarinense.

Desafios e perspectivas

Os principais desafios da produção de ovos em Santa Catarina estão relacionados aos custos de produção e à sanidade animal. De acordo com Giehl, a alimentação das aves tem forte impacto sobre os custos. A ração representa cerca de 60% do custo dos ovos, enquanto o milho corresponde a aproximadamente 65% de sua composição.

Para o analista da Epagri/Cepa, a dependência do milho deixa a atividade vulnerável às oscilações do mercado de grãos. Embora os custos tenham ficado mais controlados nos últimos meses, os preços dos ovos recuaram e, em setembro, ficaram quase 17% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025, considerando a inflação medida pelo IGP-DI. 

“Em 2025, a alta do milho pressionou as margens dos produtores e contribuiu para o aumento dos preços dos ovos. Esse impacto é especialmente relevante em Santa Catarina, cuja demanda total chega a cerca de 8,5 milhões de toneladas por ano, sendo aproximadamente 98% destinada à alimentação animal. Na safra 2025/26, o estado produziu 2,70 milhões de toneladas”, explica Giehl. 

A sanidade animal também permanece como ponto de atenção para a cadeia produtiva, especialmente em relação à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP). O trabalho de vigilância realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Cidasc contribui para a manutenção do status sanitário dos plantéis comerciais catarinenses.

Apesar dos desafios, o crescimento do consumo mantém perspectivas favoráveis para a atividade. A projeção é de que o consumo brasileiro alcance 307 ovos por habitante em 2026, alta de 6,6% em relação ao ano anterior. Embora a produção possa oscilar em função de fatores conjunturais, a tendência de crescimento do consumo deve continuar sustentando a cadeia, impulsionada pelo mercado interno e pela ampliação dos destinos de exportação. 
Produção de ovos cresce em Santa Catarina e ganha espaço no agronegócio estadual (Foto: Divulgação Epagri)
Fonte: Observatório Agro Catarinense
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