
Após um fim de semana marcado por fortes ventos, chuva e grande incidência de raios no Extremo Oeste catarinense, o gerente regional da Celesc em São Miguel do Oeste, Sandro Valmorbida, falou sobre os danos provocados na rede elétrica e reforçou que a companhia permanece preparada para enfrentar novos episódios de instabilidade.
Em entrevista à Rádio 103 FM, do Grupo WH Comunicações, Valmorbida classificou o período como desafiador. Segundo ele, o temporal provocou ocorrências nos 34 municípios atendidos pela Regional da Celesc de São Miguel do Oeste.
Desde o início do evento, ocorrido no último sábado (03) a companhia colocou em prática o plano de contingência, mobilizando equipes leves e pesadas, parceiros e empreiteiras.
Os profissionais permaneceram em campo durante todo o fim de semana, inclusive durante a noite e sob chuva, trabalhando para reconstruir trechos atingidos e restabelecer o fornecimento.
Queda de árvores provocou danos severos
Segundo Valmorbida, uma característica que torna o atendimento mais complexo no Extremo Oeste é a extensão da rede rural. Aproximadamente 35% dos consumidores da Regional estão no campo, onde as redes percorrem grandes distâncias e passam por locais com muita vegetação.
Durante episódios de vento forte, árvores e galhos podem atingir a estrutura elétrica. O gerente chamou atenção especialmente para eucaliptos de grande porte.
Neste último temporal, houve situações em que a queda da vegetação provocou quebra de postes, rompimento de cabos e danos ou queima de transformadores, exigindo a reconstrução de partes da rede.
Além dos estragos, as condições das estradas e terrenos após grandes volumes de chuva dificultam o acesso das equipes a algumas propriedades e comunidades.
Por que alguns locais demoram mais para ter energia?
Valmorbida também explicou que, após um evento de grande proporção, a Celesc trabalha seguindo uma estratégia de recomposição.
Inicialmente são recuperados os alimentadores, permitindo restabelecer o serviço para o maior número possível de consumidores. Posteriormente, as equipes avançam para ramais e ocorrências individualizadas.
Por esse motivo, algumas propriedades ou comunidades podem permanecer mais tempo sem fornecimento.
“Isso não significa que aquela ocorrência tenha sido esquecida pela Celesc. Significa que seguimos uma estratégia para a recomposição da rede.”
O gerente ressaltou que a companhia reconhece os transtornos causados pela falta de energia, especialmente no meio rural, onde o fornecimento é fundamental para ordenha, resfriamento do leite, bombeamento de água e manejo dos animais.
Plano de contingência ganha importância
Diante da intensidade e da frequência dos eventos climáticos enfrentados pela região, Valmorbida destacou que os procedimentos de contingência estão se tornando cada vez mais importantes.
O planejamento permite mobilizar rapidamente trabalhadores, veículos, equipamentos e materiais necessários para recuperar o sistema após temporais.
Segundo o gerente, a companhia permanece atenta às condições meteorológicas e mantém sua estrutura preparada para novas ocorrências.
“Quando esses eventos climáticos provocam danos que não conseguimos evitar, precisamos estar preparados e mobilizados, com a estrutura necessária para restabelecer o fornecimento no menor tempo possível.”
Valmorbida também reconheceu o trabalho realizado pelos profissionais durante o fim de semana. Segundo ele, equipes permaneceram nas ruas e no interior durante o dia e a noite, muitas vezes sob chuva, para recuperar a infraestrutura danificada.
A Celesc reforça que o trabalho busca garantir o fornecimento de energia com qualidade, continuidade e segurança, mantendo as equipes mobilizadas para responder a novas ocorrências na região.

