
Uma aeronave comercial que decolou do Aeroporto de Correia Pinto, na Serra catarinense, com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, foi atingida por um raio durante o voo na tarde desta segunda-feira (5).
Apesar do susto entre os passageiros, o voo G3 2109, da Gol, prosseguiu normalmente até a capital paulista. O desembarque ocorreu sem intercorrências e, segundo as informações divulgadas, a aeronave continuou operando normalmente.
Em nota, a companhia aérea confirmou que não houve impacto na operação.
“A Gol informa que a aeronave responsável pelo voo G3 2109, entre Lages/Correia Pinto (EEA) e Congonhas (CGH), operou normalmente dentro do horário previsto, sem impactos durante decolagem, translado ou pouso da aeronave na capital paulistana”, informou a empresa.
Passageiro relata susto durante o voo
Um passageiro que estava a bordo relatou ter percebido um forte impacto durante o sobrevoo. Segundo o depoimento divulgado pelo portal regional Biguá Tá On, a descarga provocou a sensação de uma explosão próxima à região da turbina, assustando as pessoas que estavam na cabine.
Apesar da impressão provocada pelo impacto, aeronaves comerciais são projetadas e submetidas a testes para suportar descargas atmosféricas.
Como aviões são protegidos contra raios
A proteção está relacionada ao princípio conhecido como Gaiola de Faraday. Em uma aeronave, a corrente elétrica tende a percorrer a parte externa da estrutura condutora, sem atingir diretamente o interior da cabine.
O especialista em aviação Lito Sousa, fundador do canal Aviões e Músicas, já havia explicado que ocorrências envolvendo raios são relativamente comuns na aviação e, normalmente, não comprometem a segurança do voo.
“Isso acontece quase todo dia e é tranquilo. O avião é uma parte emendada na outra e, quando pega uma corrente elétrica, ele flui por fora da fuselagem e dentro não acontece nada”, explicou o especialista em entrevista ao podcast Inteligência Ltda.
Após episódios desse tipo, a aeronave pode passar por inspeções para verificar possíveis marcas ou pequenos danos provocados pela descarga, especialmente nos pontos de entrada e saída da corrente elétrica.
No caso do voo entre Correia Pinto e São Paulo, não houve registro de feridos ou de problemas durante o pouso.

