
Mais de 102 mil votos para o Senado foram anulados em Santa Catarina nas Eleições 2026 porque eleitores repetiram, no segundo voto, os números de Carol de Toni (PL) ou Carlos Bolsonaro (PL). Os dois foram eleitos para representar o Estado no Senado a partir de 2027.
Na eleição deste ano, cada eleitor catarinense tinha direito a dois votos diferentes para senador, já que duas das três cadeiras do Estado estavam em disputa. Quando o eleitor digitava novamente o mesmo candidato na segunda escolha, esse segundo voto era classificado como nulo por repetição.
Número de Carlos foi repetido mais de 75 mil vezes
O número 222, de Carlos Bolsonaro, apareceu em 75.774 votos nulos por repetição, equivalente a 12,5% dos registros analisados. Foi o segundo número mais frequente entre os nulos, atrás apenas do 000, digitado 205.088 vezes.
O levantamento também identificou repetições envolvendo outros candidatos ao Senado. O número de Esperidião Amin (PP) apareceu em 12.009 registros e o de Décio Lima (PT), em 10.116.
Além da repetição de candidatos, milhares de votos foram anulados porque os números digitados não correspondiam a nenhum concorrente.
Entre os exemplos aparece o 223, que mantém o prefixo 22 do PL, mas não pertencia a candidato ao Senado em Santa Catarina. Foram 7.624 votos com essa combinação.
Também houve números inexistentes utilizando prefixos de outras legendas. Entre eles aparecem 401 e 400, relacionados ao PSB; 131 e 130, ao PT; 555, 551 e 552, ao PSD; e 123, ao PDT.
PL terá as três cadeiras de Santa Catarina no Senado
Apesar dos votos anulados, Carol de Toni e Carlos Bolsonaro foram eleitos para as duas vagas disponíveis. Carol terminou a disputa em primeiro lugar, com cerca de 33,4% dos votos válidos, enquanto Carlos ficou em segundo, com aproximadamente 25,3%.

