AGRONEGÓCIO - 21/10/2026 17:20

Cinco países suspendem importação de produtos avícolas do Brasil após caso de Newcastle no Oeste de SC

China, México, Arábia Saudita, Malásia e Chile anunciaram restrições comerciais após confirmação da doença em uma granja de perus em Nova Itaberaba; medidas variam conforme o país
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Cinco países anunciaram restrições temporárias à importação de produtos avícolas brasileiros após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus no município de Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (21) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As medidas foram adotadas por China, México, Arábia Saudita, Malásia e Chile, importantes mercados para a produção avícola brasileira.

As restrições variam conforme o país importador. Enquanto México e Malásia suspenderam as compras de produtos avícolas de todo o território nacional, os outros três países limitaram as medidas aos produtos originários de Santa Catarina.

Veja quais países suspenderam as importações

De acordo com o Ministério da Agricultura, as restrições anunciadas até o momento são:

México: suspensão das importações de produtos avícolas de todo o Brasil.

Malásia: suspensão das importações de produtos avícolas de todo o Brasil.

China: restrição aos produtos avícolas originários de Santa Catarina.

Arábia Saudita: restrição aos produtos avícolas originários de Santa Catarina.

Chile: restrição aos produtos avícolas originários de Santa Catarina.

Entre os produtos atingidos pelas medidas direcionadas ao estado estão carne fresca de aves, ovos férteis, ovos destinados ao consumo humano, pintinhos de um dia, aves ornamentais e determinados produtos cárneos.

Até o momento, esses são os cinco países que divulgaram oficialmente medidas relacionadas ao foco da doença. Os demais mercados importadores continuam sendo monitorados pelo governo brasileiro.

Restrições atingem importantes compradores do frango brasileiro

A suspensão das importações preocupa o setor produtivo porque três dos países envolvidos estão entre os dez principais compradores de produtos avícolas do Brasil.

Conforme dados do Ministério da Agricultura referentes ao período de janeiro a setembro de 2026, a China importou aproximadamente US$ 1,15 bilhão em produtos avícolas brasileiros.

No mesmo período, a Arábia Saudita respondeu por cerca de US$ 795 milhões em compras, enquanto o México importou aproximadamente US$ 376,5 milhões.

Doença foi confirmada em granja de perus de Nova Itaberaba

O foco da doença de Newcastle foi confirmado na segunda-feira (19), em um estabelecimento comercial de criação de perus localizado em Nova Itaberaba, no Oeste catarinense.
Após a identificação da doença, foram adotadas medidas sanitárias para conter a disseminação do vírus, incluindo restrições à movimentação de aves e procedimentos de investigação epidemiológica.

A ocorrência levou o Brasil a comunicar as autoridades sanitárias internacionais e os países que mantêm relações comerciais com o setor avícola brasileiro.

O Ministério da Agricultura informou que segue em contato com os mercados importadores, fornecendo informações técnicas sobre a ocorrência e as medidas de controle adotadas.

O objetivo é permitir a retomada das exportações conforme as exigências sanitárias estabelecidas por cada país.

Consumo de carne de frango e ovos continua seguro, diz Ministério

Apesar das restrições comerciais, o Ministério da Agricultura reforçou que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro e sem contraindicações.

A doença de Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres.

Dependendo da variante do vírus e da espécie atingida, a doença pode provocar sintomas respiratórios, diarreia, alterações neurológicas e elevada mortalidade entre as aves.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato com animais infectados, secreções e fezes, além de água, alimentos, equipamentos e superfícies contaminadas.

Governo monitora possíveis novas restrições

O Ministério da Agricultura informou que continuará acompanhando as decisões dos países importadores e mantendo contato com as autoridades sanitárias internacionais.

A pasta ressalta que cada mercado pode adotar medidas próprias, incluindo restrições limitadas a determinadas regiões ou abrangentes a todo o território brasileiro.

Novas suspensões ou alterações nas regras comerciais dependerão das avaliações sanitárias de cada país.

O episódio ocorre em uma das principais regiões produtoras de proteína animal do Brasil, aumentando a atenção sobre os possíveis reflexos econômicos para a cadeia avícola catarinense.

Fonte: WH3 com NSC
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