
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada neste domingo (25) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), provocou diferentes reações entre políticos que disputaram o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026.
Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) se manifestaram sobre o resultado da disputa, vencida por Lula contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Caiado reconhece decisão das urnas
Durante coletiva de imprensa em Goiânia, Ronaldo Caiado, que apoiou Flávio Bolsonaro no segundo turno, afirmou que defendia uma renovação política, mas reconheceu a vitória do presidente.
“Mas nós, como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração. Essa sempre foi a nossa característica”, declarou.
Renan Santos critica campanha de Flávio Bolsonaro
Renan Santos atribuiu a derrota de Flávio Bolsonaro à rejeição de parte do eleitorado à família Bolsonaro e à atuação de seus aliados, especialmente nas redes sociais.
Na avaliação do ex-candidato, a vitória de Lula não ocorreu por uma aprovação positiva de seu governo, mas por erros cometidos pela oposição durante a campanha.
“Uma vitória que foi construída em cima da arrogância da família Bolsonaro e dos membros daquilo que a gente chama de bolsonarismo”, afirmou.
Zema questiona prorrogação da votação
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, adotou um posicionamento diferente. Pelas redes sociais, questionou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a prorrogação da votação até as 19h.
Zema acusou adversários de disseminar informações falsas durante a campanha e classificou o processo eleitoral como marcado por irregularidades. As acusações representam a posição do ex-candidato e não constituem comprovação de fraude.
O escritor Augusto Cury (Avante), que também disputou o primeiro turno e declarou apoio a Flávio Bolsonaro na etapa final da eleição, ainda não havia se manifestado sobre o resultado, segundo o SBT News.
Lula foi reeleito para um quarto mandato presidencial com 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% de Flávio Bolsonaro.

