
O senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta segunda-feira (26) que pretende pedir à Justiça Eleitoral a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no domingo (25). O parlamentar alega que houve abuso de poder econômico e político durante a campanha presidencial, mas não apresentou provas das irregularidades apontadas.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio criticou medidas adotadas pelo governo federal, como benefícios do Bolsa Família e o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs). Segundo ele, essas iniciativas teriam favorecido eleitoralmente o presidente.
“Vou pedir, sim, a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo. A competição tem que ser justa e igual, o que não aconteceu”, declarou.
O senador também acusou o governo de utilizar recursos públicos para influenciar o resultado da eleição. As acusações, no entanto, ainda dependem de comprovação e análise da Justiça Eleitoral.
Na noite de domingo, Flávio havia anunciado a intenção de pedir a anulação do pleito, questionando a decisão judicial que permitiu a ampliação do horário de votação em determinadas seções eleitorais. Nesta segunda-feira, passou a defender a cassação da chapa vencedora.
PL também questiona medidas do governo
O Partido Liberal divulgou uma nota criticando o que classificou como medidas eleitoreiras adotadas durante a campanha.
A legenda afirmou que a utilização de recursos públicos em programas sociais levantaria questionamentos sobre a igualdade de condições entre os candidatos. O comunicado não informou se o partido apresentará uma ação judicial.
STF determina entrega de passaportes
No mesmo vídeo, Flávio Bolsonaro comentou a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que entregue seus passaportes comum e diplomático, ficando impedido de deixar o país.
A medida foi autorizada no âmbito de uma investigação envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro. A decisão também proíbe o senador de manter contato com o advogado Willer Tomaz, investigado no mesmo procedimento. Ambos negam as suspeitas.
Flávio afirmou que cumprirá a determinação judicial, mas classificou a medida como uma tentativa de intimidação. Ele também acusou a Polícia Federal de agir por motivações políticas após sua derrota eleitoral.
Até o anúncio desta segunda-feira, não havia confirmação de que o pedido de cassação da chapa de Lula tivesse sido formalmente apresentado à Justiça Eleitoral.

