Um jovem de Atalanta, no Alto Vale do Itajaí, é investigado por supostamente ter forjado o roubo do próprio carro, avaliado em R$ 225 mil, para dar um golpe. A investigação da Polícia Civil indica que ele entregou voluntariamente o veículo a outra pessoa e ficaria com o valor integral do reembolso da seguradora. Porém, o esquema foi descoberto e o rapaz ficou sem o automóvel e sem o dinheiro.
Conforme a Polícia Civil, o jovem registrou um boletim de ocorrência no dia 4 de junho, onde constava que parou para verificar os pneus quando teria sido abordado por dois assaltantes e teve o veículo levado. Mas durante as investigações, os agentes encontraram uma publicação feita um mês antes mostrando que o rapaz queria vender o automóvel, supostamente para quitar uma dívida.
A polícia descobriu, então, que durante essa tentativa de comercializar o carro, ele conheceu uma pessoa na internet que teria lhe sugerido aplicar o golpe na seguradora. Conforme a negociação, feita através de aplicativo de mensagens, o jovem ganharia R$ 5 mil para deixar o automóvel em um local combinado e com as chaves que alguém iria buscar. Assim, poderia denunciar um roubo.
As investigações apontam que isso ocorreu e então o seguro foi acionado para pagar o reembolso pelo suposto prejuízo da então vítima. A seguradora chegou inclusive a fornecer outro automóvel ao rapaz durante o processo de restituição, o que ainda está em andamento. Porém, a empresa foi comunicada sobre as provas colhidas pelos investigadores indicando o golpe.
Nesta segunda-feira (19), os agentes estiveram na casa do rapaz para cumprir um mandado de busca e apreensão. Segundo a polícia, o jovem admitiu a farsa e justificou que necessitava mesmo de dinheiro. O veículo não foi mais localizado e a suspeita é que tenha sido levado para algum país vizinho do Brasil por uma quadrilha especializada nesse tipo de aliciamento para estelionato.
O inquérito segue aberto. O investigado pode ser indiciado por comunicação falsa de crime e estelionato, cujas penas somadas variam de um ano e mês a cinco anos e seis meses de prisão.