

Desde o final de março, a 15ª Brigada de Infantaria
Mecanizada formou novos operadores aptos a conduzir as viaturas blindadas 6x6
Guarani. Os 29 militares que participaram do Estágio de Comandante de Carro e
Treinamento Específico de Motorista da VBTP Guarani são oriundos do 14°
Regimento de Cavalaria Mecanizada (14º RC Mec) e do 16º Esquadrão de Cavalaria
Mecanizada (16º Esq C Mec), de Francisco Beltrão (PR).
Foram 6 semanas de instruções e adestramento sobre técnicas
de blindados, técnicas do material, conduta auto e sistemas de armas. Segundo o
chefe da Seção de Instrução de Blindados do 14º RC Mec, Capitão de Cavalaria Alexandre
Martins Duarte, o estágio contou também com um simulador do Sistema de armas
REMAX, conhecido como STARMAX, que contribuiu com um maior dinamismo e imersão
para o aprendizado dos estagiários.
O sistema simulou, na tela do controle da viatura, as mais
variadas situações de combate às quais o estagiário precisou saber responder.
“Com este simulador, conseguimos uma maior economia de meios, pois não gastamos
com munição e nem com combustível para deslocamento das viaturas”, afirma o
Capitão Martins.

Os estagiários realizaram duas avaliações para testar o
conhecimento sobre os sistemas componentes do Guarani, bem como o sistema de
armas REMAX. Esses militares foram avaliados em teste de condução do Guarani em
estradas pavimentadas ou não, pista de obstáculos e pista Stryker, para
aprimorar a habilidade na condução da viatura. O 3º Sargento Felipe Engel foi o
destaque do estágio. Ele já faz parte das Forças de Prontidão do 14º RC Mec e
comandante de grupo de combate. “Agora com este estágio, tive mais conhecimento
técnico sobre a viatura e vou poder colaborar para manter o bom uso dela”,
afirmou o sargento.
O Capitão Martins enfatizou a preocupação do Exército
Brasileiro na atualização tecnológica dos meios empregados e com a formação dos
militares. “Cada blindado destes custa cerca de R$ 5 milhões, por isso, é
importante saber cuidar bem da viatura e dominar bem os sistemas tecnológicos
do carro”, conta o capitão Martins.