ECONOMIA - 02/04/2025 19:42

Trump anuncia novas tarifas de 10% ao Brasil e amplia a mais de 10 países; veja tabela

O Congresso brasileiro analisa um projeto de lei que autoriza o governo brasileiro a reagir as novas tarifas de Trump; presidente americano argumenta que medidas são para proteger a indústria dos EUA
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um pacote de novas tarifas de importação nesta quarta-feira (2). O presidente divulgou medidas comerciais que vão afetar diversos países e mostrou uma tabela com os valores que serão cobrados de cada nação. Conforme as novas tarifas de Trump, os produtos do Brasil serão taxados em 10%.

Novas tarifas de Trump causam um impacto global

A data foi batizada pelo republicano como o “Dia da Libertação”, marca o início de medidas que, segundo ele, terão impacto global e entrarão em vigor imediatamente.

“Este é um dos dias mais importantes na minha opinião na história americana. É nossa declaração de independência econômica. Durante anos, cidadãos americanos trabalhadores foram forçados a ficar de fora enquanto outras nações ficavam ricas e poderosas, muito disso às nossas custas”, disse Trump durante o anúncio.

Confira as novas tarifas de Trump contra países e blocos econômicos:

China – 34%
União Europeia – 20%
Vietnã – 46%
Taiwan – 32%
Japão – 24%
Índia – 26%
Coreia do Sul – 25%
Tailândia – 36%
Suíça – 31%
Indonésia – 32%
Malásia – 24%
Camboja – 49%
Reino Unido – 10%

“Mas agora é a nossa vez de prosperar e, ao fazer isso, usar trilhões e trilhões de dólares para reduzir nossos impostos e pagar nossa dívida nacional e tudo isso vai acontecer muito rápido. Com a ação de hoje, finalmente seremos capazes de tornar a América grande novamente, maior do que nunca”, destacou Trump.

Segundo o presidente dos EUA, “empregos e fábricas voltarão com tudo ao nosso país” a partir das tarifas anunciadas nesta quarta. “Vamos turbinar nossa base industrial doméstica. Vamos abrir mercados estrangeiros e quebrar barreiras de comércio exterior e, finalmente, mais produção em casa significará competição mais forte e preços mais baixos para os consumidores. Esta será de fato a era de ouro da América. Ela está voltando. Nós vamos voltar com muita força”, disse.

Na segunda-feira (31), o presidente afirmou que a nova política tarifária abrangerá todos os países, enquanto a Casa Branca reforçou na terça-feira (1º) que as taxas começarão a valer sem demora. Nesta quarta (2), Trump anunciou que a ordem para as tarifas recíprocas passam a valer à meia-noite no horário local.

Novas tarifas de Trump são medidas protecionistas

As novas tarifas de Trump fazem parte de uma estratégia que o presidente tem defendido desde o início de sua campanha para retornar à Casa Branca. Ele argumenta que os Estados Unidos são tratados de forma injusta por seus parceiros comerciais, que impõem barreiras tarifárias elevadas à entrada de produtos norte-americanos.

O republicano sustenta que esse cenário prejudica a indústria local, desestimula investimentos internos e favorece a saída de capital do país. Em resposta, ele assinou uma ordem executiva em 13 de fevereiro determinando que sua equipe econômica estudasse a implementação de tarifas para equilibrar as relações comerciais.

Na semana passada, Trump indicou que pode adotar uma abordagem mais flexível em relação a determinados parceiros. Em uma conversa com jornalistas no Salão Oval, ele afirmou que poderia ser “gentil” e “menos agressivo do que totalmente recíproco”, pois, segundo ele, um modelo estritamente recíproco poderia ser “duro demais para algumas nações”.

Autorização para governo reagir as novas tarifas de Trump

O Congresso analisa nesta semana um projeto de lei que autoriza o governo brasileiro a adotar medidas de reciprocidade contra barreiras comerciais impostas por outros países, como as novas tarifas de Trump. O projeto já foi aprovado no Senado e está em análise na Câmara nesta quarta.

O objetivo é proteger setores estratégicos da economia nacional, como o agronegócio e a indústria, de restrições que comprometam sua competitividade no mercado internacional.

A proposta permite que a Camex (Câmara de Comércio Exterior) adote contramedidas contra países ou blocos econômicos que:

- Desrespeitem acordos comerciais assinados pelo Brasil

- Imponham barreiras ambientais mais rígidas do que as exigidas no próprio Brasil

- Interfiram na soberania nacional em questões comerciais.

As respostas podem incluir restrições comerciais, suspensão de concessões, medidas sobre investimentos e até limitações a direitos de propriedade intelectual. Qualquer sanção imposta deve ser proporcional ao impacto econômico causado ao Brasil.

Além disso, o projeto determina que o governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, realize negociações diplomáticas para tentar reduzir os efeitos das novas tarifas de Trump. A Camex será responsável por monitorar constantemente os impactos dessas contramedidas e o andamento das negociações.

Fonte: ND+
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