
Santa Catarina registrou alagamentos em diversas regiões na manhã desta terça-feira, dia 9, e três mortes foram confirmadas em função das chuvas causadas pela passagem de um ciclone extratropical no Sul do país.
Um casal e um bebê de cinco meses, que estavam em um carro, foram levados por uma enxurrada em Palhoça, na Grande Florianópolis. As vítimas eram Makendy Bernard e Micheline Francique. A filha se chamava Kettely. Makendy havia feito aniversário no dia 2 de dezembro, conforme publicações no Instagram da esposa.
“Recebi com enorme tristeza a notícia da morte de um casal e de um bebê em Palhoça. Minha solidariedade aos familiares e à comunidade. As forças de segurança já estão atuando nos locais de risco. Mas reforço o pedido: evitem áreas alagadas ou com sinais de desmoronamento e só saiam de casa em caso de extrema necessidade”, disse o governador Jorginho Mello.
A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SPDC/SC) segue monitorando a passagem do ciclone por SC e levantando os estragos junto aos municípios. De acordo com a previsão de tempo, as chuvas vão diminuindo a partir desta terça, mas as rajadas de vento tendem a ganhar força, principalmente na quarta.
Conforme orientação do governador, as forças de segurança estão envolvidas no atendimento de ocorrências, além de orientação aos motoristas devido aos alagamentos registrados em vias e rodovias estaduais.
Acumulados de chuva
Nas primeiras horas da manhã, a chuva foi persistente, especialmente no Litoral. Os municípios da Grande Florianópolis registraram os maiores acumulados em seis horas: Santo Amaro da Imperatriz ultrapassou 146 mm, Palhoça somou 130 mm, Biguaçu chegou a 111 mm e Florianópolis acumulou quase 90 mm. O acumulado ultrapassou o esperado para o mês de dezembro na região – cerca de 130 mm. No Oeste, os temporais ocorreram de forma isolada, ocasionando também alagamentos e destelhamentos.

A instabilidade deve persistir ao longo da tarde desta terça-feira, com gradual diminuição da chuva a partir da noite, quando o sistema se afasta em direção a outras regiões do país.
Na quarta-feira, dia 10, o ciclone já estará em alto-mar, porém ainda muito próximo da costa de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Com isso, a condição para chuva diminui, mas o risco de vento forte aumenta. São esperadas rajadas entre 60 e 80 km/h do Meio-Oeste ao Litoral, enquanto nas áreas serranas próximas ao mar o valor pode se aproximar dos 100 km/h.

