ENTREVISTA EXCLUSIVA - 26/01/2026 11:19 (atualizado em 26/01/2026 11:30)

Testemunhas e mensagens revelam histórico de violência do agressor em caso que culminou em feminicídio em Maravilha, aponta investigação policial

Delegado da DPCAMI concedeu entrevista à nossa equipe de reportagem e apresentou mais detalhes sobre a apuração do crime
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Foto: Divulgação/DPCAMI de Maravilha

Na manhã desta segunda-feira (26), o delegado Daniel Godoy Danesi, responsável pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Maravilha, concedeu entrevista exclusiva à Rádio Líder FM, na qual falou sobre o caso de feminicídio que vitimou Ana Dayse Gomes Provensi, ocorrido no último domingo (25), no município.

De acordo com o delegado, o companheiro da vítima se apresentou espontaneamente à Polícia Militar na manhã de domingo e confessou o crime, sendo imediatamente preso em flagrante por feminicídio consumado. Ainda no mesmo dia, ele passou por audiência de custódia, quando foi decretada a prisão preventiva, devendo responder ao processo preso.

Histórico de violência e ciclo de agressões

As investigações apontaram que o casal estava em processo de término, situação que não era aceita pelo agressor. Conforme apurado por meio de testemunhas e mensagens de celular, Ana Dayse vinha passando pelo ciclo de violência, incluindo violências psicológicas e patrimoniais, como ameaças e danos aos seus veículos. Apesar disso, não havia registro formal de boletim de ocorrência nem medida protetiva de urgência vigente contra o agressor. 

O investigado não possuía antecedentes criminais e não tinha histórico formal de violência doméstica. Conforme a Polícia Civil, durante a madrugada de domingo, ele matou Ana Dayse por estrangulamento na residência onde moravam no bairro Kasper, imóvel onde também estavam os três filhos do casal. Após o crime, chegou a circular de carro por Maravilha e região e, nas primeiras horas da manhã, se entregou à Polícia Militar.

O delegado ressaltou a frieza demonstrada pelo agressor ao relatar os detalhes do crime durante o processo de investigação. Segundo Danesi, o inquérito policial está praticamente concluído, restando apenas a finalização das perícias, que devem esclarecer com maior precisão a dinâmica dos fatos no local.

Após o crime, os filhos do casal - todos menores de idade, ficaram sob os cuidados de familiares da vítima.

Estatísticas e preocupação

Este é o segundo caso de feminicídio em Maravilha em menos de seis meses, o que acende um alerta para a sociedade. O alerta também se dá em relação aos diversos fatores que contribuem para que o ciclo de violência se perpetue, evidenciando a importância do fortalecimento de estratégias ligadas à rede de segurança das mulheres. 

Este cenário também demonstra que agressores cometem o crime, mesmo com o endurecimento da legislação. A Lei nº 14.994/2024, em vigor desde outubro daquele ano, tornou o feminicídio um crime autônomo, elevando a pena para até 40 anos de prisão — anteriormente o limite máximo era de 30 anos. 

Danesi reforçou a importância de ações voltadas à conscientização e prevenção. Citou no município a atuação integrada entre forças de segurança, sistema de Justiça e órgãos municipais, visando o enfrentamento da violência contra a mulher.

Rede de apoio e contatos

Durante a entrevista, foram citados exemplos de integrantes da rede de proteção, como a Polícia Civil, Polícia Militar, Defensoria Pública, Ministério Público, Poder Judiciário e órgãos municipais.

A DPCAMI de Maravilha reforça que está à disposição da população:
Endereço: Avenida Sul Brasil, 625 – Centro, Maravilha
Telefone: (49) 3664-6554

Despedida

Ana Dayse Gomes Provensi foi velada até a manhã desta segunda-feira (26), na capela mortuária de Maravilha. Ainda hoje, o corpo será trasladado para o estado de São Paulo, de onde é natural. Ela será sepultada na terça-feira (27), no Cemitério Vale da Paz, em Diadema (SP).


Fonte: Tamara Finardi/ WH Comunicações/ Líder
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