
A Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) abriu, nesta segunda-feira (9), uma nova reclamação disciplinar para apurar uma denúncia de suspeita de importunação sexual contra o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi. O procedimento tramita sob sigilo, conforme informou o órgão em nota enviada ao NSC Total.
De acordo com a CNJ, a medida visa preservar a intimidade e a integridade das pessoas envolvidas, além de garantir a adequada condução das investigações. Ainda segundo o órgão, nesta segunda-feira foi ouvida uma possível vítima de “fatos análogos àqueles que são objeto de procedimento em curso”.
Na última semana, o ministro já havia sido alvo de uma denúncia de importunação sexual envolvendo uma jovem de 18 anos, em uma praia de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. O novo procedimento aberto pela Corregedoria refere-se a fatos semelhantes aos que já estão sendo apurados.
O advogado Daniel Leon Bialski, que representa a defesa da família da jovem denunciante, afirmou que, neste momento, a prioridade é preservar as vítimas. Segundo ele, “diante do gravíssimo ato praticado”, a expectativa é de rigor nas apurações e no desfecho do caso perante os órgãos competentes.
Na semana passada, o gabinete do ministro Marco Buzzi divulgou nota afirmando que ele foi surpreendido com o teor das acusações divulgadas e que as insinuações “não correspondem aos fatos”. No comunicado, o ministro também repudiou qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio. Até o momento, o gabinete do magistrado não se manifestou sobre a nova denúncia.
Em nota oficial, a Corregedoria Nacional de Justiça informou que segue realizando diligências e reforçou que todos os procedimentos relacionados ao caso permanecem sob sigilo legal.

