CIÊNCIA E SAÚDE - 19/02/2026 13:53 (atualizado em 19/02/2026 14:10)

Cientista da UFRJ desenvolve molécula que pode devolver movimentos a pacientes com lesões na medula

Pesquisa liderada por Tatiana Sampaio avança para testes clínicos e reacende esperança de tratamento para paraplégicos e tetraplégicos
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Tatiana Sampaio polilaminina Tatiana Sampaio dedicou quase três décadas de pesquisa na UFRJ para desenvolver a polilaminina, uma molécula revolucionária que reconecta neurônios lesionados Foto: Reprodução

A professora e pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é responsável pela descoberta da polilaminina, uma molécula capaz de reconstruir conexões nervosas e devolver movimentos a pessoas com lesões na medula consideradas irreversíveis.

Polilaminina: a descoberta que mudou vidas

O projeto começou em 1998, no Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular da UFRJ, com o objetivo de desenvolver uma versão de laboratório da laminina, proteína natural que auxilia na conexão entre neurônios.

Criada a partir da placenta humana, a polilaminina apresentou resultados promissores em testes preliminares com pacientes:

Dos oito voluntários (paraplégicos e tetraplégicos), seis recuperaram movimentos.

Em um dos casos mais emblemáticos, um paciente paralisado do ombro para baixo voltou a caminhar sozinho.

Avanço histórico e início de testes em humanos

Em janeiro de 2026, a pesquisa deu um passo decisivo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início oficial do estudo clínico para avaliar a segurança do medicamento.

Nesta fase, cinco voluntários recebem a proteína diretamente na região lesionada, com o objetivo de estimular a formação de novos circuitos nervosos.

Além do impacto científico e humanitário, a inovação gerou o maior valor em royalties da história da UFRJ: R$ 3 milhões, divididos entre os inventores e a universidade em 2023. Apesar do avanço, o projeto também enfrentou dificuldades, e o Brasil perdeu a patente internacional da descoberta após cortes de verbas na instituição.

“A polilaminina reacende a esperança de vítimas de lesões na medula, até então sem opções terapêuticas capazes de reverter o dano.”

Quem é a cientista Tatiana Sampaio

Carioca e apaixonada pela biologia desde a infância, Tatiana Sampaio, hoje com 59 anos, construiu toda a sua formação acadêmica na UFRJ. Com mestrado, doutorado e experiências internacionais nos Estados Unidos e na Alemanha, tornou-se professora da universidade aos 27 anos.

Atualmente, sua atuação vai além do ambiente acadêmico:

Pesquisa animal: coordena estudos com cães para tratar lesões crônicas.

Empreendedorismo: é sócia e consultora da empresa Cellen, focada em células-tronco veterinárias.

Parcerias: o desenvolvimento do medicamento conta com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro e do laboratório farmacêutico Cristália.

Fonte: WH3 com ND+
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