Supremo Tribunal Federal - 02/03/2026 14:53 (atualizado em 02/03/2026 15:18)

Moraes volta a negar pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

Ex-presidente está preso em uma cela na Papudinha, em Brasília, desde o início do ano
Recomendar correção
Obrigado pela colaboração!

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a negar um pedido para transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Papudinha para a prisão domiciliar nesta segunda-feira (2).

Na decisão, o ministro frisa que a penitenciária atende "integralmente" às necessidades médicas de Bolsonaro e permite o recebimento de "numerosas visitas de familiares, amigos, parentes e aliados políticos".

"Da relação de visitas informadas pela instituição custodiante, podemos verificar que o apenado tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental", diz Moraes.

Registros de consultas médicas elencados no despacho mostram que, de 15 de janeiro – data em que foi transferido da Superintendência da Polícia Federal (PF) para o local – até sexta-feira (27), o ex-presidente:

- Recebeu atendimento médico "permanente e diário" em 144 ocasiões;

- Recebeu visitas de 36 aliados previamente autorizadas, além de visitas permanentes sem necessidade de permissão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e dos filhos;

- Realizou 13 sessões de fisioterapia;

- Realizou 33 caminhadas, registradas como atividade física;

- Fez 29 consultas com advogados;

- Recebeu serviços de capelania com pastores e padres aliados em 4 ocasiões.

No dia 20, a PGR já havia se manifestado contra a concessão de domiciliar sob o mesmo argumento de que o laudo pericial da saúde de Bolsonaro demonstrava que as dependências do 19º Batalhão de Polícia Militar (PMDF), a Papudinha, detinham condições suficientes para prosseguir com o tratamento.

A perícia médica divulgada pela Polícia Federal no início de fevereiro informou que Bolsonaro demonstrava plenas condições físicas e neurológicas, mas evidenciava "comorbidades crônicas que ensejam controle e acompanhamento".

O ex-presidente tem feito uso de um aparelho para tratar apneia do sono e de um medicamento para suprimir a produção de ácido gástrico no estômago, dada as queixas de refluxo e soluço que Bolsonaro relata na prisão.

Fonte: Gaúcha ZH
Publicidade
Publicidade
Cadastro WH3
Clique aqui para se cadastrar
Entre em contato com a WH3
600

Rua 31 de Março, 297

Bairro São Gotardo

São Miguel do Oeste - SC

89900-000

(49) 3621 0103

Carregando...