Saúde em Alerta - 21/03/2026 08:43

AVC mata um brasileiro a cada seis minutos e volta a crescer no país

Doença lidera causas de morte, supera infarto e poderia ser evitada em até 90% dos casos com controle de fatores de risco O acidente vascular cerebral (AVC) segue como uma das principais causas de morte no Brasil. Entre janeiro e outubro de 2025, 64.471 brasileiros morreram em decorrência da doença — o que representa, em média, uma morte a cada seis minutos, segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil. Em 2024, o AVC foi responsável por 85.427 mortes no país, superando inclusive os óbitos por infarto agudo do miocárdio, que somaram 77.886 no mesmo período. Os números indicam uma retomada no crescimento dos casos após uma breve queda registrada entre 2022 e 2023. A doença ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo no cérebro. O tipo mais comum é o AVC isquêmico, responsável por cerca de 70% dos casos, causado pela obstrução de artérias por coágulos. Já o AVC hemorrágico, que representa aproximadamente 30% das ocorrências, ocorre quando há rompimento de vasos sanguíneos e costuma apresentar maior taxa de mortalidade. Especialistas alertam que até 90% dos casos podem ser prevenidos com o controle de fatores de risco como hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool. O reconhecimento rápido dos sintomas é essencial para aumentar as chances de sobrevivência e reduzir sequelas. Entre os principais sinais estão fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão, tontura e dor de cabeça intensa. Profissionais de saúde orientam que, diante desses sintomas, o atendimento de emergência seja acionado imediatamente. Além do elevado número de mortes, o AVC deixa consequências graves para muitos sobreviventes. Estima-se que cerca de metade dos pacientes passe a depender de cuidadores para atividades básicas, enquanto aproximadamente 70% não conseguem retornar ao trabalho. Embora seja mais comum em idosos, os dados mostram que a doença também atinge pessoas mais jovens: mais de 60% dos casos ocorrem em indivíduos com menos de 70 anos, e cerca de 16% afetam pessoas com menos de 50 anos. Entre 2019 e setembro de 2024, as internações por AVC consumiram mais de 680 mil diárias hospitalares no Brasil, com gastos superiores a R$ 910 milhões, evidenciando o forte impacto da doença no sistema de saúde.
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O acidente vascular cerebral (AVC) segue como uma das principais causas de morte no Brasil. Entre janeiro e outubro de 2025, 64.471 brasileiros morreram em decorrência da doença — o que representa, em média, uma morte a cada seis minutos, segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil.

Em 2024, o AVC foi responsável por 85.427 mortes no país, superando inclusive os óbitos por infarto agudo do miocárdio, que somaram 77.886 no mesmo período. Os números indicam uma retomada no crescimento dos casos após uma breve queda registrada entre 2022 e 2023.

A doença ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo no cérebro. O tipo mais comum é o AVC isquêmico, responsável por cerca de 70% dos casos, causado pela obstrução de artérias por coágulos. Já o AVC hemorrágico, que representa aproximadamente 30% das ocorrências, ocorre quando há rompimento de vasos sanguíneos e costuma apresentar maior taxa de mortalidade.

Especialistas alertam que até 90% dos casos podem ser prevenidos com o controle de fatores de risco como hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool.

O reconhecimento rápido dos sintomas é essencial para aumentar as chances de sobrevivência e reduzir sequelas. Entre os principais sinais estão fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão, tontura e dor de cabeça intensa. Profissionais de saúde orientam que, diante desses sintomas, o atendimento de emergência seja acionado imediatamente.

Além do elevado número de mortes, o AVC deixa consequências graves para muitos sobreviventes. Estima-se que cerca de metade dos pacientes passe a depender de cuidadores para atividades básicas, enquanto aproximadamente 70% não conseguem retornar ao trabalho.

Embora seja mais comum em idosos, os dados mostram que a doença também atinge pessoas mais jovens: mais de 60% dos casos ocorrem em indivíduos com menos de 70 anos, e cerca de 16% afetam pessoas com menos de 50 anos.

Entre 2019 e setembro de 2024, as internações por AVC consumiram mais de 680 mil diárias hospitalares no Brasil, com gastos superiores a R$ 910 milhões, evidenciando o forte impacto da doença no sistema de saúde.

Fonte: WH3 com Oeste Mais
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