O Brasil deve registrar, em 2026, cerca de 145 novos casos de câncer de intestino por dia, segundo estimativas médicas. A doença, também chamada de câncer colorretal, já figura entre os três tipos de câncer mais comuns no país e acende um alerta entre especialistas devido à alta incidência e ao diagnóstico tardio em grande parte dos pacientes.
O câncer de intestino tem avançado tanto no Brasil quanto no mundo e, na maioria dos casos, se desenvolve de forma silenciosa. Essa característica dificulta a identificação nos estágios iniciais, reduzindo as chances de tratamento precoce. Médicos destacam, no entanto, que quando a doença é descoberta cedo, as possibilidades de cura aumentam significativamente.
Entre os principais sinais de alerta estão sangue nas fezes, alterações no hábito intestinal, dor abdominal frequente e perda de peso sem causa aparente. Ainda assim, muitos pacientes não apresentam sintomas no início, o que reforça a importância da realização de exames preventivos, especialmente em pessoas acima dos 50 anos ou com histórico familiar da doença.
O diagnóstico pode ser feito por meio de exames como a colonoscopia, procedimento disponível pelo Sistema Único de Saúde. Apesar disso, pacientes ainda enfrentam obstáculos, como filas de espera e dificuldade de acesso ao exame em algumas regiões do país.
Especialistas ressaltam que a prevenção passa pela adoção de hábitos de vida saudáveis, incluindo alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e redução do consumo de alimentos ultraprocessados. O acompanhamento médico periódico também é fundamental, principalmente para quem faz parte de grupos de risco.

