
A Polícia Civil de São Miguel do Oeste confirmou, por meio de perícia técnica, que um veículo elétrico adulterado atingia velocidades muito acima do permitido para a categoria de autopropelido. O caso foi registrado durante uma fiscalização de trânsito realizada pela Polícia Militar, quando o equipamento era conduzido por um adolescente de 16 anos em via pública.
No local, a guarnição constatou que o veículo havia sido modificado e alcançava 93 km/h, quase três vezes acima do limite de 32 km/h permitido para continuar sendo classificado como autopropelido. O equipamento foi apreendido e encaminhado para perícia no Núcleo Regional de Polícia Científica de Fronteira.
De acordo com a delegada da Comarca, doutora Joelma Alberton, o laudo confirmou que se tratava de um veículo elétrico de duas rodas, do tipo scooter, sem placa de identificação veicular. Nos testes, o velocímetro registrou 89 km/h com a roda suspensa e, em circulação urbana, chegou a 71 km/h. A perícia concluiu que o veículo podia ultrapassar 50 km/h, o que o enquadra legalmente como ciclomotor.
Com isso, o equipamento passa a exigir registro, licenciamento e habilitação específica do condutor. Pela legislação, autopropelidos só podem manter essa classificação se respeitarem o limite de 32 km/h.
O proprietário do veículo, que havia comprado o equipamento para uso do filho, foi responsabilizado por permitir que pessoa não habilitada conduzisse veículo automotor. O caso resultou em termo circunstanciado e foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal. Já o adolescente poderá responder por ato infracional análogo ao crime de dirigir sem habilitação.
O veículo permanece apreendido. A Polícia Civil reforça o alerta para que proprietários verifiquem se os equipamentos estão dentro das regras de trânsito e lembra que qualquer alteração pode transformar um meio de transporte em risco para o condutor e para outras pessoas.

