
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar a possível participação de empresas na adulteração de veículos autopropelidos elétricos em São Miguel do Oeste. A apuração começou após laudo pericial confirmar que alguns equipamentos apreendidos estavam operando acima do limite permitido por lei.
De acordo com a delegada Joelma Alberton, uma das perícias realizadas pela Polícia Científica apontou que um dos veículos atingiu quase 90 km/h, muito acima do limite de 32 km/h estabelecido para que o equipamento seja classificado como autopropelido.
Com a alteração, o veículo passa a ser considerado um ciclomotor, exigindo registro, licenciamento e habilitação do condutor. A delegada destaca que essa mudança também pode gerar responsabilização criminal, inclusive para quem permite que pessoa não habilitada conduza o veículo.
Segundo ela, o aumento de acidentes envolvendo esse tipo de equipamento chamou a atenção das autoridades. Além das colisões, também foram registrados casos de manobras perigosas e uso inadequado em vias públicas.
Outro ponto que está sendo investigado é a possibilidade de que alguns veículos já estejam sendo vendidos com alterações. Proprietários relataram ter adquirido os equipamentos já modificados, o que levanta suspeitas sobre a atuação de estabelecimentos comerciais.
Caso seja confirmada a prática, as empresas podem responder, inclusive, por crimes contra o consumidor.
A Polícia Civil orienta que, no momento da compra, o consumidor verifique se as características do veículo correspondem às informações da nota fiscal e evite adquirir produtos com irregularidades.
Também é reforçada a importância do uso correto dos autopropelidos, respeitando as normas de trânsito e evitando situações de risco, como transporte de mais de uma pessoa e circulação em locais inadequados.
A Polícia Militar deve intensificar a fiscalização, enquanto a Polícia Civil segue com as investigações e possíveis responsabilizações na esfera criminal.

