
Os acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram a fusão com a Paramount Skydance, em um negócio avaliado em cerca de US$ 110 bilhões (R$ 550 bilhões).
Com o sinal verde dos investidores, a operação avança agora para análise de órgãos reguladores e pode ser concluída até o terceiro trimestre de 2026.
A informação foi divulgada pela própria Warner nesta quinta-feira (23).
A união das empresas deve criar uma das maiores potências globais do entretenimento, reunindo estúdios de cinema, canais de TV, streaming e direitos esportivos sob o mesmo grupo.
HBO Max vai acabar?
Ainda não há confirmação oficial sobre o fim do HBO Max, que momentaneamente foi chamado de “Max”.
No entanto, o plano apresentado pelas empresas indica uma mudança significativa na forma como o conteúdo será distribuído.
A tendência é de unificação das plataformas, com a integração do catálogo do Paramount+ dentro de um único serviço.
Na prática, isso pode significar o fim de aplicativos separados e até uma eventual mudança de nome da plataforma.
A estratégia segue o mesmo modelo já adotado anteriormente pela própria Warner, que integrou o Discovery+ ao HBO Max.
Catálogo deve crescer — e preço pode mudar
Com a fusão, o novo grupo passa a reunir algumas das principais marcas e franquias da indústria do entretenimento.
De um lado, produções da Warner e HBO, como franquias como Harry Potter, DC Comics e séries como Game of Thrones.
Do outro, o portfólio da Paramount inclui títulos como Missão Impossível, Top Gun e Star Trek, além de canais como CBS, MTV e Nickelodeon.
Além disso, a nova empresa terá um dos pacotes mais robustos de direitos esportivos do mundo, incluindo transmissões de ligas como NFL, NBA e competições internacionais.
A expectativa do mercado é que essa ampliação venha acompanhada de novos formatos de assinatura, incluindo planos mais completos e, possivelmente, mais caros.
Estratégia mira concorrência global
O comunicado das empresas menciona a consolidação das estruturas de streaming, indicando a fusão das tecnologias e operações das plataformas atuais.
A medida busca reduzir custos e fortalecer a competitividade frente a gigantes como Netflix e Disney+.
A projeção é de bilhões de dólares em sinergias, resultado principalmente da eliminação de estruturas duplicadas.
Negócio ainda enfrenta barreiras
Apesar da aprovação dos acionistas, a fusão ainda precisa passar por análise de órgãos reguladores nos Estados Unidos e em outros mercados.
Autoridades devem avaliar o impacto do negócio na concorrência, especialmente no setor de streaming e produção audiovisual.
O acordo também enfrenta críticas de profissionais da indústria, que apontam risco de concentração de mercado e redução de oportunidades.
O que muda para o assinante?
No curto prazo, nada muda para quem já assina o HBO Max ou outras plataformas do grupo.
As mudanças devem começar a aparecer apenas após a conclusão da fusão, com a entrada gradual de novos conteúdos e possíveis alterações na estrutura dos serviços.
A expectativa é que esse processo ganhe força entre o fim de 2026 e o início de 2027.

