A Procuradoria-Geral da República arquivou nesta terça-feira (28) um pedido para investigar o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por homofobia.
No caso em questão, o decano da Corte fez uma associação entre homossexualidade e injúria ao criticar o ex-governador de Minas Romeu Zema.
O ministro se queixava das críticas do político ao Supremo e questionou se não seria ofensivo retratar o pré-candidato à Presidência como um homossexual, em um exemplo.
A declaração foi dada em entrevista ao portal Metrópoles em 23 de abril. Na ocasião, o ministro comentava a inclusão de Zema no inquérito das fake news no Supremo, pedido feito por ele.
"Imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo?", disse Gilmar Mendes.
No mesmo dia, o ministro foi às redes sociais para se desculpar.
”Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo".
Na mensagem, Mendes defendeu o pedido de inclusão de Zema no inquérito das fake news, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. A solicitação foi feita após Zema divulgar vídeos com uso de inteligência artificial que satirizavam integrantes do Supremo.
O decano pontuou que “há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo” e que iria enfrentá-la.
Romeu Zema criticou a decisão em entrevista ao SBT News. O ex-governador classificou a medida como sinal de “autoritarismo frequente”.
Segundo o pré-candidato ao Planalto, há um distanciamento entre a percepção da população e a atuação dos magistrados. Ele citou nominalmente os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli como alvos de insatisfação popular.

