

A morte de um bebê de 6 meses por meningite bacteriana, registrada na última semana em Papanduva, acendeu um alerta para a doença em Santa Catarina. Entre janeiro e março de 2026, o estado contabilizou 95 casos e oito mortes, segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive).
Apesar de o número de ocorrências ser menor que em anos anteriores, a letalidade preocupa especialistas. De acordo com a infectologista Sabrina Sabino, há circulação de sorotipos mais agressivos, como os W e Y da meningite meningocócica, que aumentam o risco de morte.
Nos últimos anos, Santa Catarina registrou alta nos casos. Em 2023, por exemplo, foram 993 ocorrências e 72 mortes, o maior número da série recente. Já em 2025, houve 651 casos, com 63 óbitos, o que representou a maior taxa de letalidade.
Em 2026, a maior incidência foi registrada em crianças de até 4 anos, que concentram quase 30% dos casos. Já a maior proporção de notificações ocorre entre adultos de 20 a 64 anos.
Joinville lidera o número de registros neste ano, com 18 casos e uma morte. Ao todo, 43 municípios catarinenses confirmaram ocorrências da doença, sendo que sete registraram óbitos.
O caso do bebê ainda não está incluído no balanço oficial, já que ocorreu em abril. Segundo a Secretaria de Saúde, a criança havia recebido apenas a primeira dose da vacina, com a segunda aplicação em atraso.
Especialistas reforçam a importância de manter a vacinação em dia, respeitando o calendário recomendado. No Brasil, a imunização contra meningite é gratuita e oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e pode ser causada por vírus, bactérias ou outros agentes. As formas bacterianas são as mais graves e podem evoluir rapidamente.
Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça, vômitos, rigidez na nuca e confusão mental. Em casos mais graves, podem surgir manchas na pele. Diante de sinais suspeitos, a orientação é buscar atendimento médico imediato.

