Caso Master - 06/05/2026 22:20

Polícia Federal vai cruzar delação de Daniel Vorcaro com provas do celular apreendido

Investigadores querem saber se dono do Banco Master apresentou fatos inéditos na proposta de colaboração premiada
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Celular de Vorcaro embasou novas fases da operação Foto: Victor Moriyama/Bloomberg/

A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) começaram a analisar, nesta quarta-feira (06), a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero.

As informações são da Agência Estado. O primeiro passo será cruzar as informações entregues pela defesa com provas já obtidas pelos investigadores, especialmente conteúdos extraídos do celular apreendido de Vorcaro.

Investigadores querem verificar “novidades”

Segundo apuração das autoridades, a defesa do dono do Banco Master apresentou um documento com diversos temas que poderiam integrar um eventual acordo de colaboração premiada.

Cada um desses tópicos, chamados de “anexos”, traz um resumo do que Vorcaro pretende relatar e indica possíveis meios de prova. O conteúdo permanece sob sigilo.

Agora, a PF e a PGR vão verificar se os fatos apresentados realmente são inéditos e relevantes para justificar a abertura formal de negociações.

Celular já embasou novas fases da operação

Foi justamente a partir das informações encontradas no celular de Daniel Vorcaro que a PF avançou nas últimas fases da Operação Compliance Zero.

As investigações levaram, por exemplo, à segunda prisão do banqueiro e também à prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.

Segundo os investigadores, mensagens analisadas apontariam que Vorcaro utilizava uma espécie de “milícia armada” para intimidar adversários, além de possuir mecanismos para acessar sistemas de órgãos de investigação.

As apurações também identificaram negociações envolvendo imóveis avaliados em cerca de R$ 146 milhões ligados ao ex-dirigente do BRB.

Neste momento, a proposta de delação ainda não inclui discussão sobre redução de pena, tempo de prisão ou valores de ressarcimento.

A análise atual serve apenas para definir se os investigadores têm interesse em avançar na colaboração.
Caso PF e PGR entendam que os relatos trazem fatos novos, será aberta uma fase formal de negociação.

Próximos passos

Se houver avanço, Vorcaro deverá prestar depoimentos detalhados sobre cada um dos anexos apresentados.

A defesa também terá de entregar documentos e provas de corroboração para sustentar as informações fornecidas.

Ao final do processo, um eventual acordo precisará ser homologado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo caso.

Fonte: ND+
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