POLÍCIA - 15/05/2026 23:36

Esposa e amante são indiciados por envenenar e matar dono de funerária em SC

A vítima foi envenenada ao longo de um mês com diferentes substâncias tóxicas
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Empresário Pedro Rodrigues Alves morreu em 15 de fevereiro (Foto: Reprodução, Redes Sociais)

Uma mulher e o amante foram indiciados pelo assassinato do marido dela, o empresário do ramo funerário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, em Videira, no Meio-Oeste catarinense. Segundo a investigação, a vítima foi envenenada ao longo de um mês com diferentes substâncias tóxicas até morrer, em fevereiro deste ano.

Os dois foram indiciados por homicídio qualificado por motivo torpe, uso de veneno, meio insidioso e cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ambos permanecem presos.

Conforme a investigação, o crime teria sido motivado pelo relacionamento extraconjugal mantido pelos suspeitos há mais de um ano, além de interesse patrimonial.

A apuração concluiu que a esposa utilizou diferentes substâncias para provocar o envenenamento gradual do empresário. Entre janeiro de 2026 e a internação da vítima, ela teria colocado metanol na cerveja consumida por Pedro, misturado soda cáustica nos medicamentos dele e ministrado um agrotóxico conhecido popularmente como “chumbinho”, produto proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Pedro Rodrigues Alves foi internado em estado grave no Hospital Divino Salvador, em Videira, no dia 5 de fevereiro. Sem apresentar melhora clínica na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), médicos solicitaram exames toxicológicos.

O resultado, divulgado em 13 de fevereiro, apontou intoxicação por carbamato ou organofosforado, substâncias presentes em pesticidas altamente tóxicos. Dois dias depois, em 15 de fevereiro, o empresário não resistiu e morreu.

Segundo o delegado Édipo Flamia, a vítima já chegou ao hospital em estado crítico.

– A vítima já foi internada em estado grave, foi sedada e mantida em ventilação mecânica praticamente o tempo todo até o óbito – afirmou ao G1.

As investigações também identificaram que os suspeitos tentaram apagar vestígios físicos e digitais das ações criminosas para fazer com que a morte aparentasse causas naturais.

Outro ponto apurado revelou que a esposa realizou pagamentos a um enfermeiro da UTI para obter informações privilegiadas sobre o estado de saúde do empresário durante a internação. O profissional responde administrativamente por suposta violação das normas hospitalares e do código de ética da enfermagem.

A mulher está presa em Chapecó, enquanto o amante foi detido em Palmas. Durante os interrogatórios, ambos permaneceram em silêncio.

Pedro Rodrigues Alves nasceu em 6 de abril de 1971 e morava no bairro Oficina, em Videira. Uma missa em memória do empresário será celebrada neste sábado (16), às 18h, na Igreja Matriz do município.

Fonte: NSC
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