
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou na última sexta-feira (8) o primeiro caso de hantavírus registrado em Santa Catarina em 2026. O paciente é do município de Seara, no Oeste catarinense, e, conforme a pasta, o caso não tem relação com a linhagem do vírus associada ao surto investigado em um cruzeiro internacional.
Segundo a SES, a variante identificada em Santa Catarina possui transmissão ligada principalmente ao contato com secreções e excretas de roedores silvestres infectados, diferente do genótipo Andes, relacionado aos casos registrados na Argentina e no Chile, que pode apresentar transmissão entre pessoas.
O alerta ganhou repercussão após a confirmação de cinco casos suspeitos de hantavírus em um navio de cruzeiro que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde no início de abril. Três pessoas morreram após apresentarem sintomas da doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha o caso, mas afirmou que o risco global de disseminação permanece baixo.
Em nota, o Ministério da Saúde reforçou que não há circulação do genótipo Andes no Brasil e que os casos registrados no país não possuem transmissão interpessoal.
Casos registrados em Santa Catarina
De acordo com dados divulgados pela SES, Santa Catarina registrou:
- 26 casos e 8 mortes em 2023;
- 11 casos e 4 mortes em 2024;
- 15 casos e 6 mortes em 2025;
- 1 caso em 2026, sem óbito até o momento.
- Desde 2020, o estado soma 92 casos confirmados da doença.
O que é o hantavírus
A hantavirose é uma doença viral aguda transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, saliva e fezes de roedores silvestres infectados.Os sintomas iniciais incluem:
- febre;
- dores musculares;
- dor de cabeça;
- dor abdominal;
- náuseas;
- sintomas gastrointestinais.
A doença pode evoluir rapidamente para comprometimento pulmonar e cardíaco, podendo causar morte.
Como prevenir
As autoridades de saúde orientam algumas medidas para evitar a contaminação:
- manter terrenos limpos e roçados;
- evitar acúmulo de entulhos;
- armazenar alimentos em recipientes fechados;
- impedir acesso de roedores a residências e galpões;
- utilizar proteção ao limpar locais fechados ou com sinais de infestação.

