R$ 6 milhões anuais - 11/05/2026 15:46

Mascote “Pilili” das eleições de 2026 gera debate político e questionamentos sobre contrato do TSE

Personagem criada para campanhas educativas virou alvo de críticas sobre gastos com comunicação institucional
Recomendar correção
Obrigado pela colaboração!
Pilili foi apresentada ao lado da ministra Cármen Lúcia como mascote das eleições de 2026 Foto: Alejandro Zambrana/TSE/

O lançamento da nova mascote das eleições de 2026, batizada de Pilili, colocou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no centro de uma nova disputa política após opositores questionarem um contrato de cerca de R$ 6 milhões anuais destinado à comunicação institucional da Corte.

Inspirada na urna eletrônica e batizada com referência ao tradicional som emitido pela tecla de confirmação do voto, a personagem foi apresentada oficialmente durante as comemorações dos 30 anos da urna eletrônica.

Segundo o TSE, a mascote será utilizada em campanhas educativas, conteúdos digitais e ações voltadas ao incentivo da participação eleitoral, especialmente entre os jovens.

A repercussão nas redes sociais, porém, rapidamente ganhou contornos políticos. Parlamentares de oposição passaram a associar a criação da personagem ao contrato milionário mantido pelo tribunal para ações de publicidade institucional.

Entre os críticos estão o senador Cleitinho, que questionou o uso de recursos públicos para campanhas do tipo, e o senador Flávio Bolsonaro, que classificou a iniciativa como uma tentativa de “infantilização” do eleitorado. O deputado Kim Kataguiri também ironizou a criação da mascote em publicações nas redes sociais.

Apesar das críticas, o valor citado não se refere exclusivamente à criação da mascote. Conforme informações divulgadas pelo próprio TSE, o contrato engloba toda a comunicação institucional do tribunal, incluindo campanhas de convocação de mesários, incentivo ao voto jovem, divulgação de prazos eleitorais, materiais educativos e ações de acessibilidade.

Dados do tribunal apontam ainda que cerca de R$ 5,4 milhões já foram empenhados em pagamentos relacionados ao contrato durante o ano eleitoral de 2026.

O TSE sustenta que a mascote integra uma estratégia de educação eleitoral e combate à desinformação sobre o sistema eletrônico de votação. De acordo com a Corte, a personagem foi criada para facilitar a comunicação com a população por meio de vídeos educativos, animações, campanhas digitais e materiais gráficos.

Sem gênero definido, a Pilili foi apresentada como um símbolo de neutralidade e imparcialidade da Justiça Eleitoral e deverá participar de diferentes campanhas ao longo da preparação para as eleições de 2026.
Fonte: WH3 com NSC
Publicidade
Publicidade
Cadastro WH3
Clique aqui para se cadastrar
Entre em contato com a WH3
600

Rua 31 de Março, 297

Bairro São Gotardo

São Miguel do Oeste - SC

89900-000

(49) 3621 0103

Carregando...