
Santa Catarina voltou a registrar a melhor distribuição de renda entre os trabalhadores ocupados do Brasil pelo segundo ano consecutivo, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) 2025, divulgada pelo IBGE na última sexta-feira (9).
O levantamento aponta que o estado apresentou o menor Índice de Gini do país em 2025, com marca de 0,425. O indicador mede o nível de desigualdade de renda em uma escala de 0 a 1 — quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade.
Em 2024, Santa Catarina havia registrado índice de 0,430, o que demonstra redução na desigualdade de renda no estado ao longo do último ano.
Enquanto isso, no cenário nacional, a desigualdade aumentou. O Índice de Gini do Brasil passou de 0,504 em 2024 para 0,511 em 2025.Na outra ponta do ranking, o Distrito Federal apresentou a pior distribuição de renda do país, seguido pelo estado do Rio de Janeiro.
A Região Sul concentrou três dos sete menores índices de desigualdade do Brasil. Além de Santa Catarina, o Rio Grande do Sul apareceu na sexta posição, com índice de 0,468, enquanto o Paraná ficou em sétimo lugar, com 0,470.
Segundo o secretário de Estado do Planejamento, Arão Josino, o resultado reflete o desempenho econômico catarinense aliado à geração de empregos.“Santa Catarina mostra, mais uma vez, que é possível crescer economicamente sem ampliar as desigualdades. Enquanto o Brasil registrou aumento no Índice de Gini, nosso estado reduziu esse indicador e manteve a menor desigualdade de renda do país. Esse resultado reflete uma economia dinâmica, que gera empregos e valoriza o trabalhador”, destacou.
O Índice de Gini é um dos principais indicadores utilizados internacionalmente para medir concentração de renda e desigualdade social. Um índice igual a zero representaria total igualdade de renda entre a população, enquanto o índice 1 indicaria desigualdade máxima.

