
A Associação
dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina (Ameosc) promoveu, nesta
quarta-feira (13), no auditório da entidade, em São Miguel do Oeste, uma
reunião com o secretário de Estado da Saúde de Santa Catarina para discutir
demandas prioritárias da saúde regional, especialmente relacionadas ao Hospital
Regional Terezinha Gaio Basso, à oncologia regional, à organização da rede
hospitalar e aos fluxos de regulação e atendimento.
O
encontro reuniu lideranças e representantes da região em um importante momento
de diálogo institucional, com o objetivo de apresentar as principais
dificuldades enfrentadas pelos municípios e buscar encaminhamentos concretos
para melhorar a resolutividade dos serviços de saúde no Extremo Oeste
catarinense. Também estiveram presentes secretários municipais de saúde e
prefeitos da região da AMEOSC, reforçando a mobilização regional em torno de
pautas consideradas prioritárias para a população.

Hospital
Regional esteve no centro das discussões
Entre
os principais pontos da pauta estiveram as demandas relacionadas ao Hospital
Regional Terezinha Gaio Basso, que têm gerado preocupação nos municípios da
região. Foram discutidas questões como as filas de espera sem evolução
significativa, a demora na realização de cirurgias e procedimentos, além de
relatos sobre cobranças médicas para realização de atendimentos e o
encaminhamento de pacientes para serviços particulares.
Também
foram apresentados problemas relacionados à falta de resolutividade clínica, à
escassez de profissionais de enfermagem, ao elevado número de solicitações de
transferências hospitalares e à necessidade frequente de transporte de
pacientes para exames e sessões de hemodiálise fora do hospital.
Outro
ponto levantado foi o cancelamento de atendimentos e procedimentos, além da
ampliação excessiva do atendimento por telemedicina em situações que exigem
avaliação presencial.

Oncologia
regional também preocupa municípios
A
situação da oncologia regional também esteve entre os temas centrais da
reunião. Foram relatadas dificuldades como a demora para consultas, retornos e
início dos tratamentos, além de encaminhamentos para serviços particulares e a
indicação de tratamentos alternativos fora dos protocolos habituais.
A
discussão reforçou a preocupação dos municípios com a necessidade de garantir
maior agilidade, segurança e continuidade no atendimento aos pacientes
oncológicos da região.

Organização
da rede hospitalar entrou em debate
Outro
eixo importante da reunião foi a discussão sobre a organização da rede
hospitalar regional. Entre os assuntos abordados esteve a avaliação da
descentralização de ambulatórios hoje concentrados no Hospital Regional
Terezinha Gaio Basso, bem como a discussão sobre a vocação dos hospitais do
Extremo Oeste Catarinense.
A
pauta também incluiu a necessidade de uma melhor distribuição e especialização
dos serviços hospitalares, além da criação e ampliação de incentivos
financeiros estaduais para o fortalecimento e vocacionamento dos hospitais da
região.
Regulação
e fluxos de atendimento
A
reunião também tratou de pontos relacionados à regulação e aos fluxos de
atendimento, buscando soluções para tornar os encaminhamentos mais ágeis e
eficientes. Foram debatidas propostas para a padronização dos fluxos de
transferências hospitalares com apoio do Estado, melhorias na Central de
Regulação e medidas para qualificar os processos de encaminhamento regional.
O
objetivo é construir uma rede mais integrada, com maior clareza nos fluxos e
mais efetividade no atendimento às demandas dos municípios.

Encaminhamentos
e prioridades
Ao
final da reunião, a pauta avançou para a definição de prioridades, bem como
para a pactuação de ações e encaminhamentos futuros entre o Estado e as
lideranças regionais. O encontro reforçou a atuação da AMEOSC como articuladora
das demandas regionais e como espaço de diálogo institucional em defesa de uma
saúde pública mais eficiente, resolutiva e adequada às necessidades da população
do Extremo Oeste.
O
presidente da AMEOSC, Michel Nedel Barth, avaliou a reunião como um momento
importante para que os municípios apresentassem de forma conjunta suas
preocupações e necessidades na área da saúde. Segundo ele, o diálogo com o
Estado é fundamental para buscar soluções efetivas, melhorar os fluxos de
atendimento e garantir mais qualidade e resolutividade nos serviços prestados à
população da região.


