Após Condenação no STF - 07/06/2026 16:39

STM marca julgamento de recurso que pode custar a patente militar de Bolsonaro

Defesa questiona imparcialidade de brigadeiro do STM; Ação discute a permanência de Bolsonaro no oficialato 07/06/2026 às 09h49 Foto do perfil do autor - Gizelle Santos Gizelle Santos Florianópolis Edição Rubens Felipe Compartilhe Enviar no WhatsApp Receba as principais notícias no WhatsApp Perda de patente de Bolsonaro entra em fase decisiva após abertura de procedimento no STM<br /><span class="post-img-credit">Foto: Contra corrupção/reprodução/ND Mais</span> Perda de patente de Bolsonaro entra em fase decisiva após abertura de procedimento no STM Foto: Contra corrupção/Reprodução/ND Mais O STM (Superior Tribunal Militar) marcou para o dia 24 de junho o julgamento de um recurso apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma ação que pode resultar na perda de sua patente de capitão reformado. O plenário da Corte Militar irá analisar um agravo da defesa contra decisão que rejeitou o pedido de suspeição do ministro brigadeiro Joseli Parente Camelo. Conteúdos em alta Segundo a CNN, os advogados de Bolsonaro argumentam que o magistrado não teria imparcialidade para atuar no caso. Ministro Joseli Parente Camelo teve permanência no caso questionada pela defesa de BolsonaroFoto: Divulgação/STM/ND Mais Ministro Joseli Parente Camelo teve permanência no caso questionada pela defesa de Bolsonaro Foto: Divulgação/STM/ND Mais A defesa sustenta que o brigadeiro teria se manifestado publicamente sobre o julgamento do ex-presidente no STF (Supremo Tribunal Federal), relacionado ao ataque de 8 de janeiro, o que, na avaliação dos advogados, comprometeria sua isenção para participar do processo. Defesa de Bolsonaro insiste em suspeição de ministro O pedido de afastamento do ministro foi inicialmente rejeitado pela presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha. Na decisão, ela afirmou que os fatos apresentados pela defesa não se enquadram nas hipóteses legais previstas para reconhecimento de suspeição de magistrados. Diante da negativa, a defesa recorreu por meio de agravo, instrumento que agora será analisado pelo plenário da Corte Militar. A decisão dos ministros poderá definir se Joseli Parente Camelo permanece ou não na composição responsável pelo julgamento da ação. A presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, rejeitou o pedido da defesa para afastar o ministro do casoFoto: Divulgação/STM/ND Mais A presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, rejeitou o pedido da defesa para afastar o ministro do caso Foto: Divulgação/STM/ND Mais Perda de patente de Bolsonaro é analisada após condenação do ex-presidente O processo foi aberto após a condenação de Bolsonaro pela Suprema Corte a 27 anos e três meses de prisão. A partir dessa condenação, o STM iniciou procedimento para avaliar se o ex-presidente e outros militares condenados são considerados indignos ou incompatíveis com o oficialato. A ação em tramitação no tribunal militar não discute o mérito da condenação criminal. O foco está restrito à análise das condições para manutenção da patente militar conquistada ao longo da carreira. STM reavalia questionamento sobre imparcialidade de ministro em ação que julga perda de patente de BolsonaroFoto: Reprodução/ND Mais STM reavalia questionamento sobre imparcialidade de ministro em ação que julga perda de patente de Bolsonaro Foto: Reprodução/ND Mais Caso seja considerado indigno para o oficialato, Bolsonaro poderá perder a patente de capitão reformado. Nessa situação, os vencimentos militares deixariam de ser pagos diretamente ao ex-presidente e seriam convertidos em pensão destinada à esposa ou aos filhos, conforme prevê a legislação militar. Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária por 90 dias, medida determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após problemas de saúde que exigiram acompanhamento médico contínuo. O prazo da decisão se encerra no fim deste mês.
Recomendar correção
Obrigado pela colaboração!
Perda de patente de Bolsonaro entra em fase decisiva após abertura de procedimento no STM Foto: Contra corrupção/Reprodução

O STM (Superior Tribunal Militar) marcou para o dia 24 de junho o julgamento de um recurso apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma ação que pode resultar na perda de sua patente de capitão reformado.

O plenário da Corte Militar irá analisar um agravo da defesa contra decisão que rejeitou o pedido de suspeição do ministro brigadeiro Joseli Parente Camelo.
Conteúdos em alta

A defesa sustenta que o brigadeiro teria se manifestado publicamente sobre o julgamento do ex-presidente no STF (Supremo Tribunal Federal), relacionado ao ataque de 8 de janeiro, o que, na avaliação dos advogados, comprometeria sua isenção para participar do processo.

Defesa de Bolsonaro insiste em suspeição de ministro

O pedido de afastamento do ministro foi inicialmente rejeitado pela presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha. Na decisão, ela afirmou que os fatos apresentados pela defesa não se enquadram nas hipóteses legais previstas para reconhecimento de suspeição de magistrados.

Diante da negativa, a defesa recorreu por meio de agravo, instrumento que agora será analisado pelo plenário da Corte Militar. A decisão dos ministros poderá definir se Joseli Parente Camelo permanece ou não na composição responsável pelo julgamento da ação.

Perda de patente de Bolsonaro é analisada após condenação do ex-presidente

O processo foi aberto após a condenação de Bolsonaro pela Suprema Corte a 27 anos e três meses de prisão. A partir dessa condenação, o STM iniciou procedimento para avaliar se o ex-presidente e outros militares condenados são considerados indignos ou incompatíveis com o oficialato.

A ação em tramitação no tribunal militar não discute o mérito da condenação criminal. O foco está restrito à análise das condições para manutenção da patente militar conquistada ao longo da carreira.

Caso seja considerado indigno para o oficialato, Bolsonaro poderá perder a patente de capitão reformado. Nessa situação, os vencimentos militares deixariam de ser pagos diretamente ao ex-presidente e seriam convertidos em pensão destinada à esposa ou aos filhos, conforme prevê a legislação militar.

Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária por 90 dias, medida determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após problemas de saúde que exigiram acompanhamento médico contínuo. O prazo da decisão se encerra no fim deste mês.

Fonte: ND+
Publicidade
Publicidade
Cadastro WH3
Clique aqui para se cadastrar
Entre em contato com a WH3
600

Rua 31 de Março, 297

Bairro São Gotardo

São Miguel do Oeste - SC

89900-000

(49) 3621 0103

Carregando...