
O motociclista de 20 anos que atropelou um policial rodoviário federal durante uma fiscalização na BR-282, em Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina, poderá responder por tentativa de homicídio qualificado contra agente de segurança pública, crime que prevê pena superior a 20 anos de reclusão.
O caso foi registrado na tarde de domingo (7), quando o policial realizava abordagens de rotina às margens da rodovia. Conforme informações apuradas pelas autoridades, o condutor da motocicleta não teria obedecido à ordem de parada e, ao invés de reduzir a velocidade, acelerou em direção ao agente, atingindo-o violentamente.
O policial rodoviário federal sofreu ferimentos graves e precisou ser socorrido pelas equipes do Corpo de Bombeiros. Em razão da gravidade do quadro, foi transferido pelo helicóptero do Serviço Aeropolicial de Fronteira (Saer), da Polícia Civil, para um hospital em Chapecó. Ele deu entrada consciente no centro cirúrgico com suspeita de traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna na região abdominal e múltiplas fraturas nos membros inferiores.
O casal que ocupava a motocicleta também ficou ferido. O condutor sofreu lesões sem maior gravidade e recebeu atendimento médico. Já a passageira, uma adolescente de 13 anos, também precisou de atendimento.
Durante os levantamentos realizados pelas forças de segurança, foi constatado que o motociclista não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Constatou-se também que a motocicleta estava com o licenciamento vencido. Após receber alta médica, o condutor foi preso por integrantes do Grupo de Policiamento Tático (GPT) e conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Chapecó para os procedimentos cabíveis.
Além da tentativa de homicídio qualificado contra agente de segurança pública, o jovem poderá responder por outros crimes e infrações previstos no Código de Trânsito Brasileiro, entre eles dirigir sem habilitação gerando perigo de dano e lesão corporal na direção de veículo automotor, com agravante pela ausência da CNH.
As autoridades federais também deverão apurar eventual responsabilização pela exposição da adolescente a situação de risco iminente e possíveis infrações relacionadas à proteção de menores. O caso segue sob investigação da Polícia Federal.

