JUSTIÇA - 09/06/2026 05:59

Após 13 anos foragido, pai que engravidou a própria filha é condenado a 77 anos em SC

Morador da Serra catarinense foi condenado por estupro de vulnerável após mais de 16 anos dos crimes; filhas e enteada foram vítimas
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Arte / WH3

Um morador da Serra de Santa Catarina foi condenado a 77 anos, nove meses e dez dias de prisão por estupro de vulnerável contra as duas filhas e a enteada. As vítimas eram menores de 14 anos na época dos crimes.

Em 2010, ele engravidou a própria filha e foi indiciado por estupro de vulnerável. Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e teve a prisão preventiva decretada, mas fugiu antes de ser capturado. O homem ficou foragido por 13 anos.

Além de engravidar a filha, a investigação apontou que ele já havia praticado atos libidinosos contra a outra filha e a enteada, também menores de 14 anos. O processo ficou suspenso durante o período em que ele esteve foragido.

Após cerca de 13 anos, ele compareceu ao fórum para consultar outro processo e foi identificado com mandado de prisão em aberto. Ele foi conduzido ao presídio, onde permaneceu desde então. A condenação ocorreu na última semana e ele não terá direito de recorrer em liberdade.

Os atos praticados contra a enteada ocorreram antes de 2009. Na época, as ações ainda eram classificadas como atentado violento ao pudor. 

Contudo, os abusos contra as duas filhas ocorreram após a lei 12.015/2009, que reformulou os crimes contra a dignidade sexual, o que permitiu a condenação por estupro de vulnerável. O fato de que uma das filhas engravidou foi considerado no cálculo da pena.

— Os crimes apurados neste processo atingiram vítimas que deveriam encontrar no ambiente familiar acolhimento, proteção e segurança. Durante mais de uma década, a fuga do acusado impediu o prosseguimento da ação penal, prolongando a expectativa de julgamento dos fatos. A condenação reconhece a extrema gravidade das violações praticadas — destacou o promotor de Justiça Murilo Rodrigues da Rosa.

Como e onde denunciar

Na Promotoria de Justiça da sua cidade – confira os endereços e meios de contato neste link;  

Na Ouvidoria do MPSC: atendimento presencial, formulário on-line ou, para informações, disque 127;  

No Disque Direitos Humanos, pelo número de telefone 100 – a ligação é gratuita e o serviço funciona diariamente, 24 horas, incluindo sábados, domingos e feriados;  

No Conselho Tutelar do seu município;  

No Ligue 181, o canal de denúncias da Polícia Civil.  

Em caso de emergência, ligue para a Polícia Militar por meio do disque 190.  As situações também podem ser reportadas por meio de boletins de ocorrência e da Central de Denúncias da Polícia Civil, na Delegacia Virtual. 

Fonte: NSC
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