Lei Estadual - 10/06/2026 21:12

Lei Orelha é aprovada na Alesc e amplia punições por maus-tratos a animais cometidos por menores

Projeto responsabiliza pais e responsáveis legais, aumenta multas e prevê retirada definitiva do animal da família em casos graves
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Laudo da Polícia Científica não encontrou fraturas, cortes ou lesões compatíveis com maus-tratos, segundo o MPSC (Foto: Polícia Civil)

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou nesta quarta-feira (10) um projeto que amplia as penalidades administrativas para casos de maus-tratos contra animais praticados por menores de idade. Conhecido como Lei Orelha, o texto é de autoria do deputado estadual Mário Motta (PSD) e faz referência ao cão comunitário morto em Florianópolis no início deste ano, episódio que gerou grande repercussão em todo o estado e no país.

O projeto altera dispositivos do Código Estadual de Proteção aos Animais e segue agora para sanção do governador Jorginho Mello (PL). Entre as principais mudanças está a responsabilização de pais, tutores ou responsáveis legais quando os maus-tratos forem cometidos por menores de idade ou pessoas incapazes.

A proposta também endurece as penalidades financeiras: as multas serão dobradas quando a agressão causar lesão grave ao animal e triplicadas nos casos em que houver morte. Outra medida prevê que, se o agressor fizer parte da mesma família responsável pelo animal, o acúmulo das sanções poderá resultar na retirada definitiva do animal do convívio familiar, com encaminhamento para adoção por uma nova família apta a garantir seu bem-estar.

Para o deputado Mário Motta, a aprovação representa um avanço significativo na proteção animal em Santa Catarina, mas ele defende mudanças também na legislação federal.

“A Lei Orelha responde a uma demanda da sociedade catarinense por mais responsabilidade e mais proteção aos animais. No entanto, continuaremos trabalhando junto a deputados federais e senadores para buscar alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código Penal, para que as consequências sejam mais rigorosas também na esfera criminal”, afirmou.

CPI do Caso Orelha

Além da aprovação da Lei Orelha, Motta segue mobilizando apoio para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Caso Orelha. O requerimento, protocolado na Alesc, busca apurar possíveis inconsistências na investigação sobre a morte do cão comunitário e está a uma assinatura do número mínimo necessário para ser instaurado.

“O arquivamento do caso pelo Ministério Público demonstrou que há questionamentos que precisam ser esclarecidos. Nosso objetivo é garantir transparência e respostas à sociedade”, destacou o parlamentar.

Principais pontos da Lei Orelha

- Responsabiliza pais, tutores e responsáveis legais quando os maus-tratos forem praticados por menores ou pessoas incapazes;

- Multas dobradas nos casos de lesão grave ao animal;

- Multas triplicadas quando os maus-tratos resultarem em morte;

- Possibilidade de retirada definitiva do animal da família quando o agressor fizer parte do mesmo núcleo familiar;

- Encaminhamento do animal resgatado para adoção responsável;

- Projeto aprovado pela Alesc e aguardando sanção do governador.

Fonte: WH3 com Oeste Mais
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