

A Polícia Civil revelou que as investigações apontaram a existência de uma estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas e atuação voltada, em tese, para a prática de crimes de organização criminosa, extorsão, tráfico de drogas, exploração sexual e lavagem de capitais, utilizando estabelecimentos comerciais como base operacional para o desenvolvimento das atividades ilícitas. Durante a apuração, foram reunidos elementos de prova por meio de diligências investigativas e monitoramentos, permitindo identificar a estrutura hierárquica do grupo criminoso e a participação de seus integrantes.
O delegado responsável também destacou que a facção atuava de forma descentralizada, estendendo seus braços em diversos municípios do oeste catarinense, como Caibi, Palmitos, Maravilha, Cunha Porã, Mondaí entre outros. Além disso, parte das ações dos criminosos se dava a partir de crimes de extorsão a donos de boates, que eram intimidados até a fação assumir o controle destes estabelecimentos. A operação também resultou no fechamento cautelar de duas casas noturnas que estariam sendo usadas pela facção.
Resultado
Cerca de 70 policiais civis atuaram na ação operacional desta sexta-feira, de forma simultânea e integrada. O foco principal da operação foi desarticular o núcleo central do grupo criminoso de atuação interestadual. O trabalho resultou no cumprimento de diversas medidas cautelares, dentre elas:
A operação recebeu o nome de “Fronteira Oeste” em referência à região de atuação do grupo investigado e ao esforço integrado da Polícia Civil no enfrentamento às organizações criminosas que atuam na faixa de fronteira e no interior do Estado.

