
O cinema maravilhense tem ganhado espaços em palcos cada vez maiores. No último fim de semana, o curta-metragem “VIOLETA”, protagonizado, produzido e dirigido pela atriz maravilhense Bi Naluna, foi exibido e recebeu o prêmio de melhor performance no Leda’s Monologue Film Festival, em Agrinio, na Grécia. O filme foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, através da Administração do Município de Maravilha, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
Gravado em Maravilha, VIOLETA aborda o luto gestacional a partir de uma narrativa sensível e íntima. Baseado na experiência pessoal da diretora e atriz do projeto, o curta nasce através da exploração poética sobre luto e resiliência. É um projeto simbólico que busca dar visibilidade e voz a essa experiência, que para a atriz ainda é um luto invisibilizado. “VIOLETA nasceu desse desejo: abrir espaço para uma conversa que ainda é muito difícil, mas necessária. É um mergulho no luto gestacional. Uma denúncia poética contra a violência que milhares de mulheres enfrentam com o silenciamento de sua dor. Inspirado em uma experiência pessoal, o filme conversa com milhares de mulheres. Helena, a protagonista, foi construída como um coro de vozes, para que nossa dor possa ser ouvida, sentida, reconhecida e, quem sabe, transformada”, explica a atriz.
O curta-metragem foi reconhecido internacionalmente pelo Leda’s Monologue Film Festival – premiação internacional de cinema sediado em Agrinio, na Grécia. O festival dedica-se à exibição de filmes independentes com forte foco em monólogos e narrativa cênica. A premiação aconteceu no último fim de semana, e a equipe volta para o Brasil trazendo consigo a estatueta de Melhor Performance, pela atuação de Bi Naluna.
Para Bi Naluna, receber o prêmio internacional, é uma conquista enorme não só para ela, mas também para o cinema brasileiro, especialmente o cinema feito por mulheres e sobre mulheres. E sobre levar o nome de Maravilha pelo mundo, ela destaca: “Também fico muito feliz por colocar Maravilha na rota do circuito internacional de cinema. Ver o nome da nossa cidade sendo anunciado em um festival internacional me enche de orgulho e mostra que é possível produzir arte de qualidade fora dos grandes centros”.
A atriz também destaca que apesar de o filme ter recebido a premiação de Melhor Performance, esse é um reconhecimento pertencente a toda a equipe. “O filme é fruto do trabalho de profissionais talentosos que acreditaram nessa visão. Gostaria de agradecer especialmente a Felipe Dagort, Marcos Oliveira, Fernanda Ugalde, Luís Bittencourt, Ronaldo Palma e Rogério Pomorski. E quero agradecer profundamente à minha família, que me apoiou desde sempre e participou da criação e da produção do filme de maneira generosa e amorosa”, comenta.
Além do festival grego, a obra também foi selecionada para o Social World Film Festival, que acontece em Vico Equense, na Itália. O evento acontecerá de 5 a 12 de julho. A Administração Municipal parabeniza toda a equipe envolvida na produção dessa obra tão sensível e importante para o cinema nacional, o Município de Maravilha e em destaque para as mulheres maravilhenses.

