Crueldade - 07/07/2026 07:54 (atualizado em 07/07/2026 08:06)

Mulher é denunciada por enterrar cachorra prenhe viva em SC; dois filhotes morreram

Denúncia aponta crueldade extrema contra animal prenhe; dois filhotes morreram e acusada responde por maus-tratos e corrupção de menores.
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Foto 1: Prefeitura de Joinville/Reprodução | Foto 2: Polícia Civil/Reprodução

Quase cinco meses após um caso de extrema crueldade contra um animal em Joinville, o Ministério Público de Santa Catarina denunciou uma mulher acusada de participar do crime que resultou na morte de dois filhotes de uma cadela prenhe.

O episódio ocorreu na manhã de 6 de fevereiro, em um condomínio no bairro Jardim Paraíso. A cachorrinha — à época chamada Chavosa e posteriormente identificada como Bonnie — foi enterrada viva, ficando com apenas a cabeça para fora da terra. Ela só sobreviveu porque moradores ouviram seus latidos, retiraram o animal da cova e providenciaram atendimento veterinário de emergência.

Segundo a denúncia, a acusada agiu com outros envolvidos, inclusive adolescentes, o que levou o MPSC a imputar também o crime de corrupção de menores, além de maus-tratos a animal. O órgão pediu à Justiça a reparação mínima de R$ 41.918,87 pelos danos causados.

A investigação aponta que Bonnie foi submetida a intenso sofrimento físico e térmico, caracterizado como de extrema crueldade. Um relatório médico-veterinário anexado ao inquérito descreve que a cadela chegou à clínica em estado grave de choque associado à hipertermia, com temperatura corporal de 40,7 °C, além de comprometimentos neurológicos e sistêmicos. Exames também identificaram terra na gengiva, na língua e nas unhas, o que, segundo o Ministério Público, comprova o soterramento e as tentativas de escape.

Dos quatro filhotes que Bonnie gestava, Bella e Stella nasceram com vida, enquanto Beca e Billy morreram em decorrência dos fatos investigados.

Autora da denúncia, a promotora de Justiça Simone Cristina Schultz afirmou que o caso exige uma resposta penal compatível com a gravidade da conduta.

“O caso demanda resposta penal proporcional à brutalidade praticada”, declarou, ressaltando que os animais devem ser reconhecidos como seres sencientes, capazes de sentir dor e sofrimento.

O Ministério Público informou ainda que não propôs acordo de não persecução penal, por entender que a violência extrema torna inadequada a aplicação do benefício diante da gravidade concreta dos fatos.

Fonte: WH3 com SCC
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