ECONOMIA - 09/07/2026 16:28

Mais etanol na gasolina: governo avalia subir mistura para 32% e mantém desconto no combustível após alta mundial do petróleo

Escalada nas tensões entre Estados Unidos e Irã elevou preço do petróleo e fez o Ministério da Fazenda adotar cautela na retirada de incentivos.
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O governo federal decidiu adiar o anúncio da retirada do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina, que estava previsto para ocorrer nesta semana. A decisão foi tomada em razão da recente alta nas cotações internacionais do petróleo, impulsionada pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

Apesar do adiamento, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (9) que o governo pretende elevar a mistura obrigatória de etanol na gasolina dos atuais 30% para 32%, medida conhecida como E32.

Retirada do subsídio será reavaliada

Segundo o ministro, a alta do barril de petróleo, que voltou ao patamar de aproximadamente US$ 80, levou a equipe econômica a revisar o cronograma para o encerramento do benefício concedido aos combustíveis.

Durigan explicou que a retirada do subsídio será analisada novamente na próxima semana, podendo ocorrer de forma parcial ou total, dependendo da evolução dos preços internacionais.

"Essa semana eu ia anunciar a retirada da gasolina. Vou analisar na próxima semana porque o preço da gasolina já está com um impacto diferente do que eu estava prevendo", afirmou o ministro.

Mistura de etanol deve aumentar

Mesmo com a cautela em relação ao subsídio, o governo mantém a intenção de ampliar o percentual de etanol anidro misturado à gasolina.

O assunto fazia parte da pauta do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), cuja reunião foi temporariamente suspensa para que o governo acompanhe os desdobramentos da crise internacional.

De acordo com Durigan, a suspensão da reunião não altera a decisão de aumentar a mistura para 32%.

Governo acompanha cenário internacional

A equipe econômica monitora diariamente o comportamento do mercado internacional de petróleo antes de definir os próximos passos da política de subsídios aos combustíveis.

Segundo o ministro da Fazenda, a intenção do governo continua sendo retirar gradualmente o benefício concedido à gasolina, desde que as condições do mercado permitam evitar impactos mais significativos para os consumidores brasileiros.

Fonte: ND+
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