POLÍCIA - 25/07/2026 22:30 (atualizado em 25/07/2026 22:33)

Única mulher na lista de foragidos de SC é procurada há mais de uma década por matar a própria filha

Condenada pelo assassinato da filha de 7 anos e pela ocultação do cadáver, Silvana Seidler integra a lista de procurados da Polícia Civil de Santa Catarina e está entre as nove brasileiras com Difusão Vermelha da Interpol.
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Silvana Seidler está entre os foragidos mais procurados do país Foto: Divulgação/PF

Mais de dez anos após o assassinato da filha, Carol Seidler Calegari, de apenas 7 anos, o paradeiro de Silvana Seidler continua desconhecido. Natural de Capão da Canoa (RS), ela permanece foragida da Justiça e é a única mulher a integrar a lista de procurados da Polícia Civil de Santa Catarina.

Além da busca nacional, Silvana também figura na lista de Difusão Vermelha (Red Notice) da Interpol, mecanismo de cooperação internacional que alerta autoridades policiais de 196 países sobre pessoas procuradas para fins de localização e prisão.

O crime ocorreu em dezembro de 2014, no município de Tubarão, no Sul de Santa Catarina. Segundo as investigações, no dia 22 de dezembro daquele ano, Silvana teria se envolvido em um acidente na BR-101 e, posteriormente, informou aos familiares o suposto desaparecimento da filha, mobilizando buscas pela menina.

No entanto, o comportamento da mãe despertou desconfiança entre parentes. Conforme relatos da família, Silvana impediu que familiares entrassem em um quarto da residência, onde o corpo da criança estava escondido.

Ainda naquele dia, o pai de Carol registrou um boletim de ocorrência pelo desaparecimento da filha. Durante as buscas, uma testemunha informou aos policiais que Silvana havia comentado ter cometido "uma coisa errada".

Levado à delegacia para prestar depoimento, a mulher afirmou que havia adormecido e, ao acordar, percebeu que a filha havia desaparecido. Antes mesmo de concluir o interrogatório, porém, ela deixou a unidade policial e nunca mais foi localizada.

Na mesma noite, o corpo de Carol foi encontrado em um quarto nos fundos da residência da família, escondido sob roupas e cercado por brinquedos. O laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) apontou que a menina morreu por asfixia provocada por esganadura.

As investigações da Polícia Civil concluíram que Silvana agiu sozinha. O inquérito foi baseado em laudos periciais, depoimentos de testemunhas e outras provas reunidas durante a apuração.

Silvana Seidler foi condenada pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Atualmente, o processo tramita sob segredo de Justiça e há um mandado de prisão preventiva em aberto, expedido pela Justiça de Tubarão. Mesmo após mais de uma década do crime, ela segue sendo procurada pelas autoridades brasileiras e internacionais, sem qualquer informação oficial sobre seu paradeiro.

Fonte: WH3 com ND+
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