
Um enfermeiro investigado na Operação “Cura” foi preso preventivamente na manhã deste sábado (15), em Chapecó. A prisão foi cumprida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), por determinação da Vara Estadual de Organizações Criminosas.
O pedido de prisão foi apresentado pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital após a análise dos materiais apreendidos durante uma operação de busca realizada anteriormente em Chapecó.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os elementos obtidos durante as investigações reforçaram os indícios de que o enfermeiro teria atuado em benefício de uma organização criminosa.
Suspeita de entrada de drogas e celulares
Conforme a investigação, o profissional é suspeito de ter utilizado sua atividade de enfermeiro para auxiliar na entrada de aparelhos celulares e drogas no sistema prisional de Chapecó.
A Operação Cura foi deflagrada na quarta-feira (12) justamente para apurar a suspeita de favorecimento a integrantes de uma organização criminosa dentro do sistema prisional.
Após o cumprimento do mandado de prisão preventiva neste sábado, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional de Chapecó, onde permanece à disposição da Justiça.
O caso continua sendo investigado e tramita sob sigilo.
Operação Cura
A Operação Cura é conduzida pelo Gaeco em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital. O Gaeco é uma força-tarefa coordenada pelo MPSC e integrada por representantes das polícias Civil, Militar e Penal, Corpo de Bombeiros Militar e Receita Estadual.
A investigação busca esclarecer a possível atuação do profissional para beneficiar integrantes de uma organização criminosa ligados ao sistema prisional.
Projeto Kratos
A prisão também está relacionada ao Projeto Kratos, iniciativa destinada à localização e captura de pessoas procuradas pela Justiça, incluindo foragidos, autores de crimes violentos, integrantes e lideranças de organizações criminosas e condenados por crimes sexuais.
O projeto também desenvolve ações preventivas relacionadas a possíveis atentados em escolas, utilizando inteligência cibernética e a integração entre as forças de segurança.

