A média populacional da cigarrinha-do-milho nas regiões Norte e Oeste de Santa Catarina recuou em comparação com o último levantamento realizado pela Epagri por meio do programa Monitora Milho SC. De acordo com o estudo, foi observada uma média de 53 insetos por armadilha nas lavouras do Oeste, enquanto que no Norte, a média é de 78.
De acordo com Maria Cristina, 67% das amostras apresentaram presença do mosaico estriado e 35% do raiado fino. Já as bactérias associadas aos enfezamentos pálido e vermelho foram encontradas em coletas realizadas nos municípios de Tunápolis, São Miguel do Oeste e Mafra.

Informações atualizadas para os produtores
A pesquisadora Maria Cristina Canale explica que as informações geradas pelo monitoramento são fundamentais para a convivência da agricultura com a cigarrinha e as doenças transmitidas por ela. “Embora os enfezamentos já sejam conhecidos no país há algumas décadas, nós observamos que os surtos ocasionados por esses problemas têm sido bastante frequentes em todas as regiões produtoras do Brasil. Então é necessária a convivência do setor produtivo com o problema a partir de agora, inclusive aqui em Santa Catarina, com a participação ativa de todos os produtores envolvidos com a produção de milho, no manejo integrado regionalizado”, ressalta.

