JUSTIÇA - 16/09/2026 14:45

Acusado de feminicídio e de forjar suicídio da vítima vai a júri popular nesta quinta-feira em São Lourenço do Oeste

Mulher teria sido asfixiada com uma corda e encontrada no banheiro da residência; filho do casal, que tinha cinco anos, teria presenciado o crime
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Foto: TJSC

Um homem acusado de matar a ex-companheira e tentar fazer o crime parecer um suicídio será julgado pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (17), em São Lourenço do Oeste. A sessão está marcada para começar às 9h.

O réu responde por homicídio qualificado por feminicídio, com a circunstância de o crime ter sido cometido na presença de descendente menor de 14 anos.

O caso aconteceu em 14 de dezembro de 2023, na residência onde acusado e vítima moravam, localizada na Rodovia Leopoldo Scheffer, na zona rural de Jupiá, no Oeste catarinense.

Conforme consta no processo, a mulher teria sido asfixiada com uma corda. Na sequência, segundo a acusação, o homem teria tentado simular um suicídio por enforcamento, colocando a vítima no box do banheiro da residência.

Filho de cinco anos teria presenciado o crime

Na noite dos fatos, a vítima havia participado de uma confraternização do local onde trabalhava. Segundo os autos, na semana anterior ela teria terminado o relacionamento de aproximadamente sete anos com o acusado, com quem tinha um filho.

Mesmo após o término, o homem teria permanecido temporariamente na residência enquanto procurava outro lugar para morar.

O filho do casal, que tinha cinco anos na época, estava na casa e, conforme a acusação, presenciou o crime.

Caso inicialmente foi tratado como suicídio

A morte chegou a ser inicialmente considerada um possível suicídio. No entanto, após aproximadamente dois anos de investigação, os elementos reunidos levaram à conclusão de que havia indícios de que a mulher teria sido vítima de homicídio.

O caso, então, passou a ser investigado como feminicídio, culminando no processo que será analisado pelo Conselho de Sentença nesta quinta-feira.

Como o processo tramita em segredo de justiça, as identidades do acusado e da vítima não são divulgadas.

Durante o julgamento, acusação e defesa apresentarão suas teses aos jurados, que decidirão sobre a responsabilidade criminal do réu. Até eventual condenação definitiva, ele é considerado inocente.

Fonte: Marcos de Lima / Rádio 103 FM
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