A diretora e o vigia de uma creche de Braço do Norte, no Sul de Santa Catarina, foram indiciados pela Polícia Civil após um bebê de 1 ano e 6 meses sair sozinho da unidade e caminhar até o local de trabalho da mãe.

Segundo a delegada Jéssica Borges, os dois foram indiciados por abandono de incapaz com dolo eventual. A informação foi confirmada na noite de quarta-feira (30).
O caso aconteceu na manhã de sexta-feira (25), no bairro Lado da União. Apesar de ter deixado a creche sem acompanhamento e atravessado uma via com circulação de veículos, o menino não ficou ferido.
A Polícia Civil instaurou inquérito na segunda-feira (28) para esclarecer as circunstâncias da saída da criança e identificar eventuais responsabilidades.
Bebê atravessou rua e chegou sozinho ao trabalho da mãe
De acordo com o relato da mãe, o menino foi deixado na creche por volta das 7h20. Às 8h48, ele conseguiu deixar a instituição sozinho.
Depois de sair da unidade, a criança atravessou a rua e caminhou aproximadamente 50 metros até uma contabilidade onde a mãe trabalha.
O menino subiu na calçada e bateu na porta do estabelecimento. Uma recepcionista abriu e inicialmente procurou por algum adulto que pudesse estar acompanhando a criança.
Ao perceber que o bebê estava sozinho, a funcionária o pegou no colo e o levou até a mãe.
A mulher relatou que ficou assustada ao perceber o que havia acontecido, especialmente porque a rua tem circulação de carros, caminhões e tratores.
Creche estava em obras
Ainda conforme a mãe, a creche passava por obras e as crianças estavam brincando em um parquinho dentro do pátio no momento em que o filho deixou a unidade. Ela também afirmou que o portão estaria danificado.
As circunstâncias que permitiram a saída da criança fazem parte das apurações realizadas pelas autoridades.
Prefeitura abriu sindicância
Além da investigação policial, a Secretaria Municipal de Educação e Desporto de Braço do Norte solicitou a abertura de uma sindicância administrativa.
Segundo a pasta, o procedimento busca esclarecer as circunstâncias do episódio e verificar os protocolos adotados pela unidade de Educação Infantil.
A Secretaria informou ainda que adotará as medidas administrativas e legais consideradas cabíveis após a apuração e que, por envolver uma criança, serão preservadas as informações pessoais e a identidade dos envolvidos.

