
O ex-governador de Goiás e ex-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) anunciou nesta terça-feira (6) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O anúncio ocorreu durante um evento em Goiânia que reuniu lideranças políticas e contou também com as presenças do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB).
Caiado disputou a Presidência no primeiro turno e terminou na quinta colocação, com 2,18% dos votos válidos, cerca de 2,6 milhões de votos.
Caiado prepara documento com propostas
Antes do anúncio público, Caiado havia se reunido com Flávio Bolsonaro e integrantes da campanha do candidato do PL.
Durante as conversas, o ex-governador apresentou a proposta de elaborar um documento reunindo pontos de convergência entre os programas apresentados pelos dois candidatos no primeiro turno.
Segundo Caiado, o documento deverá abordar principalmente segurança pública, saúde e inteligência artificial.
“Vamos entregar um documento com propostas que tenham convergência. Serão temas na área da segurança pública, saúde e IA”, afirmou.
Durante o ato desta terça-feira, Caiado também declarou que sua decisão envolve compromissos programáticos e propostas que pretende apresentar à campanha de Flávio Bolsonaro.
PSD mantém neutralidade
Apesar da decisão de Caiado, o apoio não representa uma posição oficial do PSD.
A direção nacional do partido decidiu manter neutralidade na disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula, deixando seus integrantes livres para definir individualmente quem apoiar no segundo turno.
Caiado, portanto, manifesta uma posição pessoal e política diferente da neutralidade adotada nacionalmente pela legenda.
Outros candidatos do primeiro turno também definem posições
O anúncio faz parte das articulações iniciadas após a definição do segundo turno presidencial.
Romeu Zema (Novo), que também concorreu à Presidência no primeiro turno, declarou apoio a Flávio Bolsonaro.
Outras lideranças políticas também começaram a anunciar suas posições para a etapa decisiva da eleição.
Lula e Flávio Bolsonaro disputam a Presidência no segundo turno marcado para 25 de outubro.
Até a data da votação, as duas campanhas deverão intensificar as negociações com partidos, governadores, candidatos derrotados no primeiro turno e outras lideranças políticas em busca de apoio.

