Depois do período de estabilidade e baixa populacional registrada na semana anterior, a média populacional da cigarrinha-do-milho voltou a crescer no Oeste de Santa Catarina, saltando de 4,14 para 16,06 insetos por armadilha. O crescimento ocorreu apesar das constantes chuvas que ocorrem na região. O Sul do Estado também apresentou leve crescimento de 2 para 4,5 cigarrinhas por armadilha, enquanto no Norte, não foram identificados insetos presentes nas armadilhas.
É importante que os produtores realizem o monitoramento das lavouras desde a sua emergência, eliminem o milho voluntário, ou tiguera, e adotem o manejo preventivo com inseticidas químicos ou biológicos.
A pesquisadora Maria Cristina Canale, do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar da Epagri (Cepaf), explica que as informações geradas pelo monitoramento são fundamentais para a convivência da agricultura com a cigarrinha e as doenças transmitidas por ela. “Embora os enfezamentos já sejam conhecidos no país há algumas décadas, nós observamos que os surtos ocasionados por esses problemas têm sido bastante frequentes em todas as regiões produtoras do Brasil. Então é necessária a convivência do setor produtivo com o problema a partir de agora, inclusive aqui em Santa Catarina, com a participação ativa de todos os produtores envolvidos com a produção de milho, no manejo integrado regionalizado”, ressalta.


