
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) anunciou novos avanços no combate à Doença de Newcastle no Oeste do estado. Os três focos confirmados em estabelecimentos comerciais de aves, nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim, já passaram pelos procedimentos de retirada sanitária das aves, limpeza e desinfecção.
Segundo o Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal (Coezoo), a vigilância epidemiológica também alcançou 100% dos estabelecimentos comerciais localizados no terceiro raio de monitoramento.
Entre as amostras laboratoriais processadas até o momento, 70 estabelecimentos comerciais apresentaram resultados negativos para a doença, indicando avanços nas medidas de contenção.
Mais de 47 mil aves foram eliminadas nos três focos
Os trabalhos de controle sanitário envolveram a eliminação de 47.318 aves nos três estabelecimentos onde a doença foi confirmada.
O primeiro foco foi identificado em 18 de outubro, em uma granja comercial de perus de corte, em Nova Itaberaba. No local, 6.526 aves foram eliminadas, e os procedimentos de limpeza e desinfecção foram concluídos entre os dias 21 e 23 de outubro. A propriedade entrou em período de vazio sanitário.
Em Coronel Freitas, onde o segundo foco foi confirmado em 24 de outubro, foram eliminadas 33.993 aves. Os trabalhos de desinfecção terminaram no dia 29, quando também começou o período de vazio sanitário.
Já em Nova Erechim, o terceiro foco foi confirmado em 26 de outubro. A retirada sanitária de 6.799 aves foi concluída no dia 29, e os procedimentos de limpeza e desinfecção foram finalizados na sexta-feira (30).
Fiscalização avança para propriedades de subsistência
Com a conclusão das principais etapas de contenção nos estabelecimentos comerciais, a força-tarefa passou a concentrar os trabalhos nas propriedades rurais com criações de subsistência.
Mais de 2.700 propriedades foram mapeadas dentro da área de vigilância sanitária.
Somente na quinta-feira (29), as equipes inspecionaram 508 propriedades desse tipo.
Desde sexta-feira (30), as 40 equipes mobilizadas estão dedicadas às vistorias nas criações de subsistência, buscando identificar possíveis sinais da doença e orientar os produtores sobre medidas preventivas.
Quatro barreiras sanitárias continuam em funcionamento
A operação conta atualmente com mais de 80 profissionais da Cidasc e de instituições parceiras.
Quatro barreiras sanitárias permanecem ativas nas áreas monitoradas, realizando o controle da circulação e a desinfecção de veículos.
Paralelamente, a Cidasc intensificou as ações educativas, com orientações em escolas, estabelecimentos agropecuários e encontros com lideranças municipais.
O objetivo é reforçar a importância da biosseguridade, especialmente na prevenção do contato entre aves comerciais e aves de vida livre.
Situação permanece sob controle sanitário
De acordo com a Cidasc, a situação sanitária permanece restrita às áreas identificadas e sob controle do Serviço Veterinário Oficial.
Apesar dos avanços, o órgão reforça que os avicultores devem manter as medidas de prevenção, controlar o acesso de pessoas e veículos às granjas e comunicar imediatamente qualquer suspeita da doença.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) prevê concluir novas análises laboratoriais neste sábado (31). Na sequência, serão realizados estudos estatísticos para orientar as próximas medidas sanitárias e avaliar as condições para a retomada de mercados.
A Cidasc também destacou a decisão do México de retomar as importações de produtos avícolas brasileiros, considerada pelo órgão um reconhecimento dos protocolos sanitários adotados pelo país.
As equipes permanecem mobilizadas na região para concluir a vigilância epidemiológica e evitar a ocorrência de novos focos da Doença de Newcastle em Santa Catarina.

