
O Presídio Regional de São Miguel do Oeste tem investido
cada vez mais na ressocialização dos presos, garantindo que eles tenham novas
oportunidades sem comprometer a segurança da população. O programa permite que
cerca de 50 detentos do regime semiaberto trabalhem em empresas privadas e na prefeitura
do município, através de convênios que também resultam em economia para os
cofres públicos.
Em entrevista ao Grupo WH Comunicações, o diretor do
presídio, Eduardo Bregola, destacou que o papel da Polícia Penal vai além da
segurança. "A pena não é apenas uma punição. A ressocialização é essencial
para evitar que o detento cometa novos crimes, o que beneficia toda a
sociedade", afirmou.

Critérios rigorosos e segurança garantida
Antes de serem autorizados a trabalhar, os detentos passam
por uma série de avaliações internas e recebem o aval do Poder Judiciário. O
diretor enfatiza que a seleção é criteriosa para garantir que apenas aqueles
aptos a essa oportunidade sejam incluídos no programa.
"Não impactamos o mercado de trabalho local, pois essa
é uma preocupação constante do presídio. Além disso, a prefeitura economiza
significativamente com esses trabalhadores, já que não há necessidade de
pagamento de encargos, permitindo que os recursos sejam investidos em áreas
como saúde e educação", explica Bregola.
Para garantir que apenas os presos adequados ao trabalho
externo sejam liberados, a polícia penal segue um protocolo rigoroso, que
inclui: Um período mínimo de permanência na unidade; Triagem feita pelo chefe
de segurança; Avaliação da Coordenação da Execução Penal; Aprovação final do
pedido pelo Judiciário.
Superlotação e assistência aos presos
Atualmente, o presídio abriga 250 detentos, um número acima
da sua capacidade. No entanto, segundo Bregola, todos recebem assistência
médica, odontológica e religiosa. "Os presos têm que pagar pelos crimes
que cometeram, mas também têm direitos garantidos. Buscamos oferecer um
ambiente que dê a eles a chance de sair melhor do que entraram", ressalta.
A administração prisional trabalha em conjunto com o
Ministério Público, o Poder Judiciário e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
para garantir que todas as informações sobre a unidade sejam transparentes.
"Mesmo com a superlotação, conseguimos manter a
segurança e oferecer suporte aos presos. Nosso compromisso é preparar aqueles
que têm condições para retornar à sociedade de forma digna, evitando a
reincidência criminal", conclui Bregola.