vida interrompida - 26/01/2026 21:02 (atualizado em 19/02/2026 12:50)

Ato em homenagem a memória de Ana Dayse Gomes pede o fim da violência contra a mulher

Mobilização foi organizada por colegas de curso de Ana Dayse e pela instituição onde ela estudava
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Foto: Tamara Finardi/ WH Comunicações/ Líder

Na noite desta segunda-feira (26), foi realizado em Maravilha um ato em homenagem a memória de Ana Dayse Gomes, vítima de feminicídio no município. A mobilização foi organizada pela instituição de ensino onde Ana Dayse cursava o curso técnico em Enfermagem, o Instituto Mais Habilidades, juntamente com colegas de turma. A formatura dela estava prevista para o próximo mês.

O ato teve início em frente à instituição, localizada na Avenida Anita Garibaldi. Durante a concentração, integrantes da escola e colegas destacaram o objetivo de dar visibilidade à história e a imagem de Ana Dayse, com quem conviveram. “Mesmo de forma silenciosa, ela conseguiu nos cativar. Sempre se mostrou uma mulher e mãe guerreira. Mesmo diante das dificuldades, nunca desistiu”, relataram.

Na sequência, foi realizada a leitura de uma mensagem que destacou a vida interrompida pela violência e os impactos devastadores do feminicídio sobre famílias e e a sociedade. O texto reforçou que a memória de Ana Dayse não deve ser apenas de luto, mas também um grito por justiça e um apelo pelo fim da violência contra a mulher.

Foto: Tamara Finardi/ WH Comunicações/ Líder

Após uma oração coletiva, os participantes seguiram em caminhada silenciosa pela avenida, carregando velas, balões brancos e cartazes em homenagem a colega e amiga, pedindo também por justiça. Durante o trajeto, outras pessoas se juntaram ao ato em sinal de solidariedade.

A caminhada seguiu até a Praça da Matriz, onde uma nova oração foi realizada. Ao final, os balões foram estourados, simbolizando o grito de Ana Dayse que foi silenciado pela violência.

Foto: Tamara Finardi/ WH Comunicações/ Líder
Foto: Tamara Finardi/ WH Comunicações/ Líder
Trecho da mensagem lida durante o ato:
“Uma mulher arrancada da vida pela violência. Uma mãe de três crianças que hoje carregam uma ausência impossível de explicar. Ana não é apenas um nome em uma notícia triste da madrugada em Maravilha. Ela era presença, cuidado, afeto diário, abraço. Era uma mulher com sonhos, medos e força. Uma história que não deveria ter terminado assim.
Quando uma mulher é morta, todas sentem. O feminicídio não mata apenas uma mulher: destrói famílias e marca crianças para sempre.
Que a memória de Ana Dayse não seja apenas luto, mas também um grito por justiça mais rígida, por punições exemplares, para que nenhuma denúncia seja ignorada e nenhuma mulher seja deixada sozinha. Que seus filhos cresçam sabendo que ela foi amada, honrada e lembrada. Lembrar é resistir. Nenhuma mulher deve morrer por ser mulher”.

Colegas e amigos organizaram o ato em homenagem a Ana Dayse, assassinada com frieza e crueldade no último domingo (25), em Maravilha. O investigado por cometer o crime é o companheiro de Ana Dayse, que se entregou à polícia e confessou o crime. Ela foi encontrada sem vida na residência onde morava com os três filhos menores de idade. O suspeito foi preso em flagrante, teve a prisão preventiva decretada e responderá ao processo preso. 


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Fonte: Tamara Finardi/ WH Comunicações/ Líder
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