MUNDO - 19/02/2026 10:16

Sem metrô, ônibus ou voos: entenda como a greve geral travou a Argentina nesta quinta (19)

Sindicatos afirmam que a reforma representa um retrocesso nos direitos trabalhistas do país; mais de 31 mil passageiros foram afetados pelo cancelamento de voos
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A Argentina amanheceu paralisada nesta quinta-feira (19) com a quarta greve geral desde o início do mandato do presidente Javier Milei. A paralisação de 24 horas foi convocada pela CGT (Confederação Geral do Trabalho) em protesto contra a reforma trabalhista apoiada pelo governo.

O projeto foi aprovado pelo Senado na semana passada e será analisado pela Câmara dos Deputados. A principal confederação sindical do país considera as mudanças um “retrocesso” nos direitos trabalhistas e afirma que o texto enfraquece garantias históricas dos trabalhadores.

Greve na Argentina afeta transporte e serviços essenciais

Conforme o jornal argentino La Nación, a adesão dos sindicatos de transporte esvaziou as ruas dos principais centros urbanos. A Aerolíneas Argentinas informou o cancelamento de 255 voos, afetando cerca de 31 mil passageiros e gerando impacto econômico estimado em US$ 3 milhões.

Participam da paralisação entidades como a Ugatt (Sindicato Geral das Associações de Trabalhadores do Transporte), a CATT (Confederação Argentina de Trabalhadores dos Transportes), o sindicato ferroviário La Fraternidad, a UTA (Unión Tranviarios Automotor) e o Metrodelegados (Sindicato dos Trabalhadores do Metrô), que suspendeu totalmente a circulação de metrôs e premetro.

Também aderiram caminhoneiros, o que interrompe a coleta de lixo e o transporte de cargas, além de sindicatos de trabalhadores do comércio, turismo, hotelaria e gastronomia. No sistema bancário, não há atendimento presencial, embora os serviços digitais permaneçam disponíveis.

Contexto econômico da Argentina

A greve ocorre em meio à retração da atividade industrial. Segundo fontes sindicais, mais de 21 mil empresas fecharam nos últimos dois anos, com cerca de 300 mil postos de trabalho encerrados.

Um dos casos recentes é o da fabricante de pneus Fate, que anunciou o fechamento de sua unidade em Buenos Aires e a demissão de mais de 900 trabalhadores. A empresa atribuiu a decisão à perda de competitividade diante da abertura das importações.

Pressão sobre o governo

Sindicatos do setor público, como a ATE (Asociación de Trabajadores del Estado) e a UPCN (Unión del Personal Civil de la Nación), também participam da greve na Argentina. O governo anunciou que poderá descontar o dia de trabalho dos servidores que aderirem à manisfestação.

Para a CGT, o movimento é uma demonstração de força contra a agenda liberal de Milei. Já o governo sustenta que a reforma é necessária para flexibilizar o mercado de trabalho, estimular investimentos e impulsionar a recuperação econômica.

Fonte: ND+
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