
Os corpos de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, do Mamonas Assassinas, serão exumados nesta segunda-feira (23). A ação ocorre quase 30 anos após o acidente aéreo que matou os cinco integrantes da banda e outras quatro pessoas.
Os familiares autorizaram a exumação e cremação dos corpos para a criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas, em Guarulhos, cidade de São Paulo. O espaço foi pensado como uma homenagem aos músicos, cuja trajetória marcou gerações.

O jardim será construído no Cemitério Primaveras, local onde os integrantes da banda estão sepultados. A homenagem irá utilizar as cinzas da cremação para realizar o plantio de árvores de espécies nativas. A mudas serão monitoradas continuamente por uma equipe de especialistas.
“A banda, que transformou humor em afeto, música em identidade e juventude em expressão cultural, permanece viva no imaginário popular. O jardim nasce como um gesto de amor, respeito e gratidão às famílias, à história e à cidade de Guarulhos”, declarou a administração da banda nas redes sociais.
Relembre acidente aéreo
No dia 2 de março de 1996, o jatinho com os integrantes da banda, que retornavam de um show em Brasília, se chocou com uma montanha pouco antes do pouso no aeroporto de Guarulhos. A aeronave perdeu altitude e colidiu contra a Serra da Cantareira, na Grande São Paulo.
Morreram os cinco integrantes da banda, além do segurança Sérgio Saturnino Porto, do ajudante de palco Isaac Souto, do piloto Jorge Germano Martins e do co-piloto Alberto Yoshihumi Takeda.
A banda que misturava punk rock com forró, sertanejo, heavy metal e pagode se tornou um fenômeno de dimensão inimaginável. Chegou a vender 50 mil cópias por dia de seu único disco de estúdio, lançado em 1995. Praticamente todas as músicas do CD viraram hits, entre elas Sábado de Sol, Vira-Vira, Pelados em Santos, 1406, Mundo Animal e Robocop Gay.

