POLÍTICA - 26/02/2026 21:27

Mendonça autoriza acesso a dados bancários e fiscais de Lulinha

O pedido relacionado a Lulinha foi feito pela PF e integra a investigação sobre descontos indevidos em benefícios do INSS
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Mendonça autorizou acesso a dados bancários e fiscais de Lulinha Foto: Andressa Anholete/STF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça autorizou a quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Com a decisão, dados bancários e fiscais do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderão ser acessados.

O pedido foi feito pela Polícia Federal e integra a investigação sobre descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. De acordo com informações publicadas pelo R7, o processo corre sob sigilo.

A autorização de André Mendonça foi concedida antes de a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aprovar, nesta quinta-feira (26), requerimento com o mesmo objetivo. A sessão foi marcada por bate-boca e troca de agressões entre parlamentares.

Segundo o blog da jornalista Natália Martins, Lulinha está na Espanha e teria dito a pessoas próximas que acompanha a movimentação com tranquilidade.

Fontes ouvidas pela colunista afirmaram ainda que ele se considera alvo de uma tentativa de desgaste político para atingir o presidente da República.

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha Foto: The Rio Times/Reprodução

Relembre as menções a Lulinha no caso das fraudes no INSS

De acordo com o R7, Lulinha foi citado em uma das fases da operação Sem Desconto, que investiga um suposto esquema de desvios no INSS, como um dos possíveis beneficiários. Na CPMI, o pedido de quebra de sigilo partiu do deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL).

O requerimento afirma que a investigação aponta a empresária Roberta Luchsinger como “peça central do núcleo político da organização criminosa”.

Tal movimento seria liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”.

Segundo o parlamentar, Luchsinger teria atuado na ocultação de patrimônio e na gestão de contas para lavagem de dinheiro. O documento também sustenta que a empresa dela, a RL Consultoria, recebeu repasses de R$ 1,5 milhão da Brasília Consultoria, apontada como suposta empresa de fachada do grupo.

Além disso, conforme o requerimento, mensagens interceptadas pela Polícia Federal indicam que, ao ser questionado sobre um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Luchsinger, o “Careca do INSS” teria afirmado que o valor seria para o “filho do rapaz”, em uma suposta referência a Lulinha.

Fonte: ND+
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